​O Pilar Europeu da NATO e a Defesa Europeia

Autores

  • Patrícia Daehnhardt Patrícia Daehnhardt é Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI-NOVA) e Assessora de Estudos do Instituto da Defesa Nacional. Tem um Doutoramento em Relações Internacionais pela London School of Economics and Polítical Science sobre a política externa da Alemanha após a unificação. A sua investigação centra-se na política externa da Alemanha, Política Comum de Segurança e Defesa (PCSD) da União Europeia, NATO e segurança europeia, as relações transatlânticas e a ordem internacional, temas sobre os quais publicou vários artigos e capítulos de livros em publicações nacionais e internacionais.

DOI:

https://doi.org/10.47906/ND2025.172.01

Palavras-chave:

NATO, Defesa Europeia, Rearmamento, Pilar Europeu

Resumo

A persistência da guerra na Ucrânia e a incerteza quanto ao compromisso norte-americano na NATO colocaram a defesa europeia num ponto de inflexão que exige um realinhamento estratégico e uma transformação militar rápida e profunda na Europa. A realidade atual impõe um equilíbrio delicado: a Europa deve apoiar a Ucrânia através de assistência militar, financeira e humanitária, ao mesmo tempo que precisa de fortalecer as suas próprias capacidades de defesa para garantir a segurança do continente. Para garantir a dissuasão e defesa da Europa e conter a ameaça russa, tanto militar como híbrida, os Estados europeus não têm alternativa senão aumentar a despesa e os investimentos em defesa, desenvolvendo significativamente as suas capacidades militares para adquirirem uma capacidade de dissuasão e defesa credível. Este esforço decorre da tripla necessidade de desenvolver um pilar europeu robusto dentro da NATO e, simultaneamente, de evitar um afastamento estratégico dos Estados Unidos da Europa, e recalibrar a relação transatlântica. Na análise das relações Europa-Estados Unidos da América (EUA), a partir da relação entre a NATO e a defesa europeia, argumenta-se que os países europeus devem consolidar um pilar europeu da NATO e repensar um novo acordo transatlântico. Para recuperar uma ordem de segurança europeia estável, deveriam já começar a operacionalizar esse pilar europeu da NATO.

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Publicado

2026-02-12