Segurança, Lusofonia e Poder

A CPLP e o Policiamento nos PALOP​

Autores

  • Eduardo Pereira Correia Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e Faculdade de Direito da Universidade Lusófona.
  • Leandro Berenguer Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e Faculdade de Direito da Universidade Lusófona
  • Ricardo Claro Universidade da Maia e Universidade Aberta.

DOI:

https://doi.org/10.47906/ND2026.173.04

Palavras-chave:

Segurança, policiamento, CPLP, PALOP, cooperação policial

Resumo

A segurança e a defesa interna nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) enfrentam desafios estruturais associados à fragilidade institucional, à criminalidade transnacional, à mobilidade humana e às limitações da governação democrática.
Este artigo analisa a emergência de práticas de cooperação policial no espaço lusófono e os seus limites enquanto modelo de governação da segurança, assente na partilha linguística, jurídica e institucional entre Portugal e os PALOP, e enquadrado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Sustenta-se que este modelo, centrado no policiamento de proximidade, na formação ética e na diplomacia técnica, constitui uma alternativa diferenciada aos paradigmas anglo-saxónico e francófono. O artigo avalia ainda o papel da CPLP enquanto espaço de articulação de uma arquitetura regional de segurança, discutindo as suas potencialidades e limitações no contexto africano contemporâneo.

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Publicado

2026-06-09