A Expansão do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Corredor Lusófono Transnacional Atlântico
Dinâmicas Criminais e Implicações Estruturais
DOI:
https://doi.org/10.47906/ND2026.173.12Palavras-chave:
Crime organizado transnacional, Primeiro Comando da Capital (PCC), PALOP, tráfico internacional de drogas, Corredor AtlânticoResumo
O presente artigo examina a expansão do Primeiro Comando da Capital (PCC) no corredor lusófono transnacional atlântico, com especial atenção aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), analisando as dinâmicas criminais que sustentam a sua inserção nas cadeias ilícitas globais e as implicações estruturais decorrentes desse processo. Sob abordagem jurídico-criminológica, geopolítica e de segurança, investiga-se a consolidação do espaço atlântico lusófono como vetor estratégico de articulação e projeção transnacional da organização, especialmente no tráfico internacional de drogas. Analisa-se a estrutura organizacional, os mecanismos de governança criminal e as estratégias operacionais utilizadas pelo PCC, incluindo alianças com redes locais e internacionais, utilização de rotas marítimas, aéreas e portuárias e exploração de fragilidades institucionais. Examina-se, ainda, o impacto dessa expansão sobre a estabilidade política, a soberania e os sistemas de justiça dos PALOP, destacando-se o seu papel, principalmente, como zonas de trânsito e redistribuição para o mercado europeu de entorpecentes**. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica especializada, análise documental e exame de relatórios internacionais, permitindo compreensão aprofundada das dinâmicas transnacionais investigadas.