EPISCLERAL BRACHYTHERAPY IN PORTUGAL:

LESSONS LEARNED AFTER 100 PATIENTS

Autores

  • Cristina Fonseca Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Maria Albuquerque Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
  • Tiago M Rodrigues Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • João Casalta-Lopes Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Tânia Teixeira Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Paulo César Simões Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Maria da Luz Cachulo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Júlia Fernandes Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Rui Proença Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

DOI:

https://doi.org/10.48560/rspo.15200

Resumo

OBJECTIVOS: Avaliar o desempenho do Centro de Referência Português de Onco-Oftalmologia no que diz respeito ao controlo local, taxas de sobrevida, taxas de metastização e efeitos secundários da Braquiterapia Episcleral (BTE), e comparar estes resultados com a literatura.

MATERIAL E MÉTODOS: Estudo prospectivo e consecutivo que incluiu os doentes referenciados ao Centro de Referência de Onco-Oftamologia por melanoma da úvea e tratados com BTE entre Novembro 2013 e Setembro 2018. Foram recolhidos dados de follow-up no que diz respeito ao controlo local, sobrevida, metastização e efeitos secundários. Foi igualmente realizada a análise de factores preditivos dos resultados e efeitos secundários.

RESULTADOS: Um total de 100 doentes realizou BTE mas apenas 98 completaram follow-upde pelo menos 2 meses. Noventa e seis por cento dos doentes atingiram controlo local do tumor e a taxa de incidência de falência do tratamento foi de 2,2/100 pessoa-anos. A taxa de incidência da mortalidade foi de 6,0/100 pessoa-anos e a de desenvolvimento de metástases foi de 7,2/100 pessoa-anos. O efeito secundário mais frequente foi o desenvolvimento de catarata e a taxa de incidência de retinopatia da radiação foi de 31,5/100 pessoas-ano.

CONCLUSÕES: Os nossos resultados mostram um excelente desempenho no que diz respeito ao controlo local após tratamento com BTE, com taxas de sobrevida e metastização satisfatórias. A taxa de toxicidade ocular é aceitável considerando os altos níveis de controlo local da doença. Assim, a BTE é uma opção válida como tratamento conservador, em contraste com a enucleação, preservando a estética facial.

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Publicado

2019-10-13

Como Citar

Fonseca, C., Albuquerque, M., Rodrigues, T. M., Casalta-Lopes, J., Teixeira, T., Simões, P. C., Cachulo, M. da L., Fernandes, J., & Proença, R. (2019). EPISCLERAL BRACHYTHERAPY IN PORTUGAL:: LESSONS LEARNED AFTER 100 PATIENTS. Revista Sociedade Portuguesa De Oftalmologia, 43(2). https://doi.org/10.48560/rspo.15200

Edição

Secção

Artigos originais