Avaliação da fase endofítica de Gnomoniopsis smithogilvyi e dos esporos aéreos em dois soutos de Trás-os-Montes e avaliação da aplicação de óxido cuproso em restos vegetais (folhas e ouriços) para reduzir o inóculo da doença
DOI:
https://doi.org/10.19084/rca.42951Resumo
Gnomoniopsis castanea é um patógenio emergente das espécies de Castanea, associado à podridão dos frutos, cancros do tronco e necrose foliar, podendo também existir como endófito assintomático. Este estudo avaliou a presença de esporos de G. castanea em dois soutos em Trás-os-Montes (Sobreiró, Vinhais) e o efeito de fungicidas à base de cobre na redução do inóculo em folhas e ouriços. A amostragem de ar foi realizada semanalmente, de maio a outubro de 2024, a duas alturas por árvore, utilizando um amostrador SAS. As colónias identificadas como G. castanea foram isoladas e confirmadas por análise molecular. Folhas e ouriços sintomáticos foram tratados com cobre Nordox (1 g/L) e incubados em gaiolas no exterior no Instituto Politécnico de Bragança, com amostragem de esporos entre março e junho. Ensaios in vitro avaliaram a sensibilidade ao sulfato de cobre e ao cobre Nordox em diferentes concentrações. Os esporos foram detetados em ambos os soutos, e obtiveram-se 50 isolados de G. castanea, cuja identidade foi confirmada por análise molecular. Verificou-se maior inibição com concentrações elevadas de cobre, sendo o Nordox mais eficaz (até 54,29%) comparado com o sulfato de cobre (máx. 17,46%), revelando o seu potencial na redução de inóculo da doença em soutos.