Entrevistas forenses para pessoas que cometeram crimes sexuais: Uma Scoping Review
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46579Palavras-chave:
Entrevista forense; Perpetrador; TestemunhoResumo
Os crimes sexuais (CS) são um problema global de saúde pública, com consequências profundamente negativas para as vítimas, as suas famílias e a sociedade (Hailes et al., 2019). O testemunho de quem comete estes crimes é crucial para o desfecho dos casos, uma vez que estes crimes são frequentemente subnotificados, muitas vezes devido à escassez de provas e à ausência de depoimentos das vítimas (Beauregard et al., 2014; Edwards et al., 2023). Assim, as entrevistas forenses com os perpetradores destes crimes desempenham um papel decisivo nas investigações criminais. O objetivo desta revisão é identificar e descrever as técnicas de entrevista forense baseadas em evidências para a recolha de testemunhos de autores de crimes sexuais, utilizando uma metodologia estruturada. Os estudos foram identificados por meio de verificação manual de referências bibliográficas e em cinco bases de dados eletrónicas: Scopus, B- On, Web of Science, PsycINFO e PubMed. Como resultado oito estudos atenderam aos critérios de inclusão. A maioria dos estudos concentrou-se em casos de violação e abuso sexual infantil. Para além disto, cinco estudos apresentaram protocolos de entrevista, enquanto três abordaram técnicas de entrevista que os entrevistadores devem utilizar para obter mais informações. Concluiu-se que tanto as entrevistas apresentadas quanto as técnicas compartilhavam uma estrutura geral semelhante (ex., Gudjonsson, 2006). Apesar disso, os resultados evidenciam a necessidade de desenvolver protocolos específicos que considerem as características heterogêneas deste grupo de indivíduos, sendo igualmente essencial conduzir investigações que avaliem a eficácia, validade empírica e confiabilidade de cada técnica utilizada (ex., Arbanas et al., 2022).
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 RevSALUS - Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia – RACS

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.







