O papel da antropologia forense na identificação humana em desastres de massa: Uma revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46688Palavras-chave:
Antropologia forense; Identificação humana; Desastres de massa; Ossos; Restos mortaisResumo
Introdução: A antropologia forense (AF) tem sido uma área de grande importância na identificação humana ao longo das últimas décadas (Bartelink, 2023). Adicionalmente presta auxílio na análise, recuperação, investigação e identificação de vítimas em desastres de massa e em contextos criminais (Bartelink, 2023). Frequentemente, o processo de identificação humana inicia-se com o estabelecimento do perfil biológico, mediante a aplicação de técnicas da AF, sendo a identificação positiva alcançada posteriormente com recurso às técnicas primárias de identificação – análise de DNA, métodos dentários e dactiloscopia (dos Santos et al., 2024).
Objetivo: Analisar a relevância da AF na identificação humana no contexto de desastres de massa.
Métodos: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura recorrendo às plataformas Science Direct, Oxford Academic e Taylor & Francis. Utilizou-se a seguinte equação de pesquisa: “forensic anthropology” AND “human identification” AND “mass disasters”. Foram incluídos os artigos originais, em português e inglês, publicados nos últimos 10 anos. Excluíram-se artigos de revisão e notas editoriais. A seleção dos estudos foi efetuada mediante leitura do resumo, avaliando-se a relevância do conteúdo para o tema em análise.
Resultados: Obtiveram-se cinco artigos. Os métodos antropológicos revelaram-se bastante úteis na estimativa do perfil biológico, mesmo em condições adversas. De facto, mesmo após extensa destruição dos restos mortais, foi possível a estimativa do sexo, idade e ancestralidade, ainda que tenha sido reportada a mistura de restos mortais humanos e não humanos (Blau et al., 2011). Novas técnicas para identificação de cadáveres permitem a estimativa do sexo e da estatura dos indivíduos em contextos desfavoráveis, incluindo situações com restos misturados (Bartelink, 2023; dos Santos et al., 2024). Em cenários de extrema destruição, foi impossível aplicar qualquer método, incluindo técnicas de DNA (Mor et al., 2024).
Discussão e Conclusão: A AF continua a ser uma área de grande relevância para a identificação de cadáveres, beneficiando da existência de múltiplos métodos que permitem a reconstrução do perfil biológico. Reconhecem-se, contudo, algumas limitações importantes, nomeadamente a má preservação de vestígios. Por ser um campo de aplicação frequentemente secundário, a AF encontra-se intimamente relacionado com domínios mais avançados, como a genética e a imagiologia.
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 RevSALUS - Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia – RACS

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.







