Forense de Campo de Batalha: A Genética Forense como Ferramenta de Verdade e Responsabilização em Crimes de Guerra

Autores

  • Manuela Oliveira Laboratório Associado i4HB - Instituto para a Saúde e Bioeconomia, IUCS – CESPU, Portugal; UCIBIO - Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas, Laboratório de Investigação em Ciências Forenses (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), Portugal; OSI – Observatório de Segurança Interna, Portugal
  • Ivo Lacerda Laboratório Associado i4HB - Instituto para a Saúde e Bioeconomia, IUCS – CESPU, Portugal; UCIBIO - Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas, Laboratório de Investigação em Ciências Forenses (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), Portugal
  • Luís Marques Fernandes Laboratório Associado i4HB - Instituto para a Saúde e Bioeconomia, IUCS – CESPU, Portugal; UCIBIO - Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas, Laboratório de Investigação em Ciências Forenses (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), Portugal; OSI – Observatório de Segurança Interna, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46819

Palavras-chave:

Genética forense; Marcadores moleculares; Vítimas de guerra

Resumo

Introdução: Em contextos de conflito armado, a recolha e análise de evidências biológicas desempenham um papel determinante na identificação de vítimas e responsabilização de perpetradores1. A forense de campo de batalha, integra métodos científicos adaptados a ambientes hostis, combinando conhecimentos de genética, antropologia e criminalística de forma a sustentar processos humanitários e/ou judiciais2,3.

Objetivo: Rever a aplicação da genética forense a contextos de campo de batalha, destacando metodologias, avanços tecnológicos e contributos para a investigação de crimes de guerra e identificação de vítimas, sobretudo em cenários pós-conflito.

Material e Métodos: Revisão sistemática segundo as orientações PRISMA, abrangendo seis bases de dados científicas. Dos 155 artigos inicialmente identificados, 78 foram incluídos após critérios de elegibilidade e agrupados em quatro eixos: genotipagem forense, identificação de vítimas, aplicações em conflitos armados e abordagens humanitárias e genealógicas.

Resultados: Os estudos analisados incidem, maioritariamente, sobre a Primeira e Segunda Guerras Mundiais e os conflitos nos Balcãs. Ossos e dentes mostraram-se as amostras mais resilientes. Os marcadores STR continuam predominantes, seguidos de mtDNA e SNPs, com crescente integração de tecnologias de sequenciação massiva em paralelo (Massive Parallel Sequencing, MPS).

Discussão: A forense de campo de batalha evidencia o potencial da genética forense na atribuição de identidade das vítimas e na produção de provas robustas passíveis de serem utilizadas em tribunais internacionais, embora enfrente desafios éticos, técnicos e logísticos.

Conclusões: A aplicação forense em teatros de guerra é essencial para a verdade histórica e a justiça, exigindo inovação tecnológica contínua e cooperação internacional sustentada.

Publicado

2026-05-06

Como Citar

Oliveira, M., Lacerda, I., & Fernandes, L. M. (2026). Forense de Campo de Batalha: A Genética Forense como Ferramenta de Verdade e Responsabilização em Crimes de Guerra. RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia – RACS, 8(SupII). https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46819

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