Forense de Campo de Batalha: A Genética Forense como Ferramenta de Verdade e Responsabilização em Crimes de Guerra
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46819Palavras-chave:
Genética forense; Marcadores moleculares; Vítimas de guerraResumo
Introdução: Em contextos de conflito armado, a recolha e análise de evidências biológicas desempenham um papel determinante na identificação de vítimas e responsabilização de perpetradores1. A forense de campo de batalha, integra métodos científicos adaptados a ambientes hostis, combinando conhecimentos de genética, antropologia e criminalística de forma a sustentar processos humanitários e/ou judiciais2,3.
Objetivo: Rever a aplicação da genética forense a contextos de campo de batalha, destacando metodologias, avanços tecnológicos e contributos para a investigação de crimes de guerra e identificação de vítimas, sobretudo em cenários pós-conflito.
Material e Métodos: Revisão sistemática segundo as orientações PRISMA, abrangendo seis bases de dados científicas. Dos 155 artigos inicialmente identificados, 78 foram incluídos após critérios de elegibilidade e agrupados em quatro eixos: genotipagem forense, identificação de vítimas, aplicações em conflitos armados e abordagens humanitárias e genealógicas.
Resultados: Os estudos analisados incidem, maioritariamente, sobre a Primeira e Segunda Guerras Mundiais e os conflitos nos Balcãs. Ossos e dentes mostraram-se as amostras mais resilientes. Os marcadores STR continuam predominantes, seguidos de mtDNA e SNPs, com crescente integração de tecnologias de sequenciação massiva em paralelo (Massive Parallel Sequencing, MPS).
Discussão: A forense de campo de batalha evidencia o potencial da genética forense na atribuição de identidade das vítimas e na produção de provas robustas passíveis de serem utilizadas em tribunais internacionais, embora enfrente desafios éticos, técnicos e logísticos.
Conclusões: A aplicação forense em teatros de guerra é essencial para a verdade histórica e a justiça, exigindo inovação tecnológica contínua e cooperação internacional sustentada.
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