Desafios ao Ensino, Investigação e Prática Clínica da Enfermagem em Benguela: Relato de Experiência
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47633Palavras-chave:
Enfermagem; Prática Clínica; Ensino e InvestigaçãoResumo
Introdução: A enfermagem enfrenta desafios no ensino, investigação e prática clínica, refletindo as particularidades socioeconómicas e estruturais. Persistem desigualdades na educação, produção científica e condições de trabalho, impactando a qualidade da assistência. A escassez de recursos, problemas de ordem estrutural, a sobrecarga profissional e as diferenças na regulamentação agravam a situação. A partilha de experiências entre os países pode fortalecer a profissão e contribuir para a superação dessas dificuldades.
Objetivo: Refletir sobre as dificuldades e oportunidades no ensino, na pesquisa e na prática clínica da enfermagem em Benguela.
Metodologia: A experiência relatada baseia-se na vivência de enfermeiros e professores de enfermagem, analisando desafios enfrentados no ensino superior, nas pesquisas científicas e na assistência clínica. Foram recolhidos 80 depoimentos de profissionais que atuaram nessas áreas, destacando dificuldades comuns e específicas.
Resultados e Discussão: No âmbito do ensino, percebe-se uma desigualdade no acesso à formação especializada e na infraestrutura académica, a carência de docentes qualificados é um entrave à formação de novos profissionais. Relativamente à investigação, a falta de financiamento e de incentivo à pesquisa científica é um desafio comum, as pesquisas ainda enfrentam dificuldades de publicação e reconhecimento internacional. Já na prática clínica, o deficit de profissionais, as condições precárias de trabalho e a falta de valorização salarial são desafios relatados. A sobrecarga de trabalho compromete a qualidade da assistência e a segurança dos cuidados.
Conclusões: A experiência evidencia desafios comuns e específicos à enfermagem. A cooperação entre países pode ser um caminho para superar essas dificuldades, promovendo intercâmbios acadêmicos, fortalecimento da formação profissional, incentivo à pesquisa e melhoria das condições de trabalho.
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