Sentido de Vida e Felicidade Subjetiva em Docentes Universitários de Áreas STEM: Contribuições para Iniciativas de Bem-Estar no Ensino Superior
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47894Palavras-chave:
Sentido de vida, Felicidade subjetiva, Docentes universitários, Educação STEMResumo
Introdução: Docentes universitários enfrentam elevadas exigências académicas, marcadas por forte competitividade e cultura de produtividade, o que pode afetar o seu bem-estar psicológico, particularmente em áreas STEM. O sentido de vida, conceito central na Logoterapia (Frankl) e na Psicologia Positiva (Seligman), tem sido identificado como um recurso protetor relevante para o bem-estar subjetivo, permanecendo, contudo, pouco estudado entre docentes STEM.
Objetivos: Examinar o papel preditivo da presença de sentido sobre a felicidade subjetiva em docentes universitários de áreas STEM.
Metodologia: Estudo quantitativo de natureza correlacional, com 50 docentes STEM do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram administrados o Meaning in Life Questionnaire (MLQ) e a Subjective Happiness Scale (SHS), com coleta on-line por google forms. Calcularam-se os escores de Presença de Sentido e de Felicidade Subjetiva, seguidos de análises de regressão linear com estimação bootstrap (BCa, 1.000 reamostragens).
Resultados: Os docentes apresentaram escores elevados de Presença de Sentido e escores acima da média em Felicidade Subjetiva, com escores mais baixos em Busca de Sentido. A Presença de Sentido revelou-se preditora positiva e significativa da felicidade subjetiva (R² ajustado = 0,567; B = 0,122; IC 95% [0,095; 0,153]; p = 0,001).
Conclusões: O sentido de vida constitui um recurso psicológico relevante para o bem-estar subjetivo de docentes STEM. Os resultados sustentam o desenvolvimento de iniciativas centradas no sentido como estratégia para promover o bem-estar docente e fomentar propósito e engajamento no trabalho académico.
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