Pensamento A3 Aplicado à Informação Clínica: Monitorização Terapêutica, Comunicação e Inclusão do Doente nos Cuidados de Saúde

Autores

  • Elisabete Brito CICS – Centro Interdisciplinar em Ciências da Saúde, Amares; EURESGI INSTITUTE, Lisboa, Portugal
  • Emília Costa Departamento de Design, Faculdade de Belas Artes da Universidade o Porto, Portugal
  • Anabela Brito Serviço de Medicina 1, Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Viana do Castelo, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47952

Palavras-chave:

Pensamento A3; Informação clínica; Monitorização terapêutica; Comunicação em saúde; Inclusão do doente

Resumo

Introdução: A melhoria dos cuidados de saúde requer metodologias digitais, visuais e participativas, capazes de apoiar a comunicação, a tomada de decisão e o acompanhamento da evolução clínica. O pensamento A3 tem sido aplicado no contexto clínico como metodologia estruturada de resolução de problemas, análise de processos, definição de ações de melhoria e monitorização de resultados (Ghosh, 2012).

Objetivos: Explorar a aplicabilidade do pensamento A3 à gestão da informação clínica, com enfoque na monitorização terapêutica, na comunicação entre unidades de saúde, profissionais e doentes, e na inclusão do doente no acompanhamento do seu percurso clínico. Identificar barreiras e facilitadores à utilização de uma matriz A3 como instrumento de apoio à organização da informação, à decisão partilhada e à continuidade dos cuidados.

Metodologia: Estudo qualitativo, exploratório e metodológico, em fase de desenvolvimento, organizado em seis fases: análise crítica da literatura; construção de guião semiestruturado para grupos focais e de matriz A3 preliminar; submissão do protocolo às Comissões de Ética, incluindo consentimento informado, confidencialidade e proteção de dados; realização de grupos focais com profissionais de saúde e doentes; análise qualitativa dos dados, com recurso à análise de conteúdo; e conceção de um modelo A3 aplicado à informação clínica. Os participantes serão selecionados por amostragem intencional, incluindo profissionais de saúde envolvidos na comunicação, acompanhamento ou monitorização terapêutica, e doentes adultos com experiência de seguimento clínico continuado. Serão excluídos participantes sem capacidade para prestar consentimento informado ou cuja condição clínica inviabilize a participação.

Resultados: Até ao momento, o resultado obtido corresponde ao planeamento metodológico do protocolo, incluindo fases, instrumentos preliminares e critérios de participação. Como resultados esperados, prevê-se a construção de uma matriz A3 aplicada à informação clínica, capaz de sistematizar necessidades, barreiras e pontos críticos no percurso do doente, apoiando a clarificação de objetivos, a articulação entre registos clínicos, monitorização digital, participação do doente e decisão partilhada (Ghosh & Sobek II, 2015; Myers et al., 2022).

Conclusões: Nesta fase, o estudo sustenta a pertinência metodológica do pensamento A3 como abordagem potencialmente útil para estruturar a informação clínica e identificar oportunidades de melhoria, embora ainda sem resultados empíricos decorrentes da aplicação em contexto real.

Publicado

2026-09-17

Como Citar

Brito, E., Costa, E., & Brito, A. (2026). Pensamento A3 Aplicado à Informação Clínica: Monitorização Terapêutica, Comunicação e Inclusão do Doente nos Cuidados de Saúde. RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia – RACS, 8(SupIII). https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47952