Gestão Segura e Sustentável de Resíduos Químicos no Ensino Laboratorial: Contributos para a Saúde Ambiental, a Prevenção do Risco e a Química Verde
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47953Palavras-chave:
Resíduos químicos; Segurança laboratorial; Sustentabilidade ambiental; Ensino laboratorial; Química verdeResumo
Introdução: A gestão de resíduos químicos em contexto de ensino laboratorial é crucial para a formação científica responsável, a segurança ocupacional e a proteção ambiental. As experiências podem gerar resíduos com diferentes perigosidades, incluindo solventes, sais metálicos, reagentes incompatíveis e materiais contaminados, exigindo segregação, rotulagem, acondicionamento e encaminhamento adequados. A gestão inadequada destes resíduos aumenta o risco de exposição química, acidentes, contaminação ambiental e incumprimento legal. O conhecimento, as atitudes e as práticas pedagógicas são determinantes para a segurança em laboratórios de ensino (Hussein & Shifera, 2022). A integração de princípios de segurança laboratorial e prevenção da produção de resíduos reforça a cultura ambiental no ensino experimental (National Research Council, 2011).
Objetivos: Analisar criticamente a gestão de resíduos químicos no ensino laboratorial, com enfoque na segregação, rotulagem, acondicionamento, armazenamento temporário, compatibilidade química, encaminhamento e formação dos utilizadores. Sistematizar recomendações técnico-científicas e pedagógicas promotoras de segurança ocupacional, sustentabilidade ambiental, prevenção da produção de resíduos e melhoria contínua.
Metodologia: Foi desenvolvida uma revisão narrativa com reflexão técnica, baseada em pesquisa realizada nas bases de dados Scopus e Web of Science no período 2010–2025 sobre resíduos químicos, ensino experimental e química verde. A análise incidiu sobre critérios de perigosidade, compatibilidade química, circuitos de recolha, rotulagem, acondicionamento, armazenamento temporário e práticas de minimização de resíduos.
Resultados: Desta revisão, identificam-se como pontos críticos a segregação por compatibilidade química, a rotulagem clara, a utilização de recipientes adequados, a formação contínua dos utilizadores, a rastreabilidade e a prevenção da produção de resíduos. A adoção de experiências em microescala, reagentes menos perigosos, planeamento das atividades e revisão de procedimentos pode reduzir a quantidade e a perigosidade dos resíduos gerados, sem comprometer os objetivos pedagógicos (Goh et al., 2020). Estes aspetos favorecem maior controlo operacional, segurança dos utilizadores, responsabilidade institucional e desempenho ambiental.
Conclusões: A gestão eficaz dos resíduos químicos no ensino laboratorial requer uma abordagem integrada, preventiva e educativa, articulando segurança, sustentabilidade e práticas pedagógicas. As conclusões não resultam de dados empíricos originais, mas reforçam a importância de boas práticas laboratoriais, da formação dos utilizadores e da integração dos princípios da química verde na educação científica.
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