Estratégias com Evidência Científica Internacional para a Cessação Tabágica
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.48088Palavras-chave:
Tabagismo; Cessação tabágica; Saúde Pública; Evidência científica; PrevençãoResumo
O tabagismo continua a constituir um importante problema de saúde pública. Em Portugal, em 2024, afetava 23,4% da população adulta, sendo mais prevalente nos homens. O consumo de tabaco tradicional continua elevado, enquanto o uso de cigarros eletrónicos permanece residual (<1 %). Em 2019, foi responsável por cerca de 13.847 mortes em indivíduos com 35 ou mais anos, sobretudo por doenças cardiovasculares, respiratórias e neoplasias. Constitui um dos principais determinantes de saúde, estando associado a neoplasias, risco cardiovascular e patologia respiratória aguda ou crónica. O objetivo consistiu em identificar estratégias sustentadas por evidência científica internacional com potencial de implementação local. Para tal, realizou-se uma revisão narrativa da literatura, através da consulta de estudos na plataforma County Health Rankings & Roadmaps sobre intervenções para a cessação tabágica. A evidência analisada demonstra que a combinação de diferentes abordagens produz melhores resultados do que intervenções isoladas. Entre as estratégias com maior suporte científico destacam-se a disponibilização de apoio gratuito à cessação tabágica, a utilização de intervenções digitais através de telemóvel e internet, a implementação de sistemas de alerta para profissionais de saúde que promovam o aconselhamento breve e o encaminhamento para tratamento, o desenvolvimento de campanhas de comunicação dirigidas à população, os programas escolares preventivos e a divulgação de linhas telefónicas de apoio. Estas intervenções apresentam benefícios na promoção da abstinência tabágica, no aumento da utilização dos serviços de apoio e na redução da iniciação do consumo, especialmente quando integradas em programas abrangentes. Conclui-se que existe evidência científica consistente podendo a sua implementação contribuir para aumentar as taxas de cessação tabágica, reduzir a carga de doença associada ao consumo de tabaco e apoiar a tomada de decisão em saúde pública baseada na evidência.
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