VIAGEM POR DIFERENTES CULTURAS PARA INTERVIR NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Autores

  • Beatriz Silva Interno de Formação Específica de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, ULS Santo António.
  • Cecília Pedro Interno de Formação Específica de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Graça Fernandes Assistente Hospitalar Graduada de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, ULS Santo António

DOI:

https://doi.org/10.48491/rpp.48830

Resumo

O aumento da população migrante em Portugal tem introduzido diversidade cultural crescente nos cuidados de saúde. A migração desencadeia um processo de aculturação que pode ter consequências significativas para o bem-estar psicológico da criança e sua família. O processo de aculturação e fatores stressores psicossociais e ambientais emergem como fatores importantes a ser considerados na avaliação e intervenção. O presente estudo apresenta uma análise das características epidemiológicas e clínicas de crianças filhas de imigrantes avaliadas em primeira consulta de Primeira Infância, entre janeiro de 2022 e junho de 2023, comparando com dados de uma casuística semelhante referente ao período entre junho de 2020 e junho de 2021. Observa-se uma maior prevalência
de perturbações do neurodesenvolvimento nesta população, com destaque para a Perturbação do Espetro do Autismo e Atraso Global do Desenvolvimento. Os resultados obtidos evidenciam a necessidade de uma abordagem holística e culturalmente sensível na prestação de cuidados de saúde mental a crianças imigrantes, de forma a melhorar o acesso aos serviços de saúde mental e garantir intervenções eficazes e adequadas às necessidades das famílias.

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Publicado

2026-09-06