O PEIXE GATO EUROPEU (SILURUS GLANIS) – UM GIGANTE NO RIO TEJO: DISPERSÃO, DISTRIBUIÇÃO E ECOLOGIA ALIMENTAR

  • João Gago Instituto Politécnico de Santarém, Santarém, Portugal MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Campo Grande, Lisboa, Portugal
  • Marco Ferreira MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Campo Grande, Lisboa, Portugal
  • Pedro Anatácio MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Escola de Ciências e Tecnologia, Universidade de Évora, Évora, Portugal
  • Christos Gkenas MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Campo Grande, Lisboa, Portugal
  • Filipe Banha MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Escola de Ciências e Tecnologia, Universidade de Évora, Évora, Portugal
  • Bernardo Quintella MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Campo Grande, Lisboa, Portugal
  • Filipe Ribeiro MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Campo Grande, Lisboa, Portugal Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
Palavras-chave: ecologia alimentar, dispersão, distribuição, rio Tejo, Silurus glanis

Resumo

O peixe gato europeu (Silurus glanis) é mais uma espécie não nativa que foi introduzida nos rios da Península Ibérica. Neste trabalho é apresentado o padrão de dispersão desta espécie no rio Tejo desde o primeiro registo em Espanha em 1998 até à atualidade. Mais de 80 registos foram obtidos principalmente através de fóruns e blogs de pesca desportiva. Atualmente estima-se que esta espécie esteja distribuída por mais de 700 km de linhas de água do rio Tejo e que ocupe preferencialmente zonas de albufeiras em cursos de água de ordem elevadas.

Adicionalmente foi analisada a dieta de peixes capturados no rio Tejo por pescadores profissionais ao longo de 2016 e 2017 e os resultados preliminares são apresentados. Foram encontradas diferenças na composição da dieta entre os indivíduos de habitats lóticos e lênticos sendo que o grupo dos Crustáceos seguido dos Teleósteos foram as presas mais representativas.

Também são discutidos os impactos desta espécie não nativa na composição, estrutura e funcionamento do ecossistema fluvial do rio Tejo.

Publicado
2019-07-15