• Congresso Internacional da Unidade de Investigação do IPSantarém - Parte I
    vol. 7 n.º 1 (2019)

    O Congresso Internacional da Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém, realizado a 1 e 2 de fevereiro de 2018, teve lugar na Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém, com a participação dos quatro domínios científicos que integram esta Unidade de Investigação: Ciências Naturais e Ambiente, Ciências Exatas e Engenharia, Ciências Sociais e Humanas e ainda o domínio científico da Ciências da Vida e da Saúde.

    A publicação dos artigos, resumos e posters apresentados neste congresso foi organizada em duas partes: a primeira parte ou Parte I, que corresponde à presente publicação e integra os domínios científicos das Ciências Naturais e Ambiente e das Ciências Exatas e Engenharia; a segunda parte ou Parte II que integrará os artigos, resumos e posters dos domínios científicos das Ciências Sociais e Humanas e das Ciências da Vida e da Saúde.

  • Investigação na Prática Pedagógica: o contexto de formação inicial de Professores e Educadores
    vol. 6 n.º 1 (2018)

    A prática pedagógica constitui uma janela de oportunidades múltiplas para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes que frequentam os Mestrados que habilitam para a docência. Trata-se de um processo essencial para a entrada na vida profissional dos futuros educadores e professores. A existência de múltiplos desafios característicos de cada contexto desencadeia nos futuros profissionais de educação sentimentos muitas vezes contraditórios acompanhados de inquietações diversas às quais procuram dar resposta.

    O presente número da Revista da UI-IPSantarém no domínio de investigação de Ciências Sociais e Humanidades tem como tema principal “Investigação na Prática Pedagógica: o contexto de formação inicial de Professores e Educadores”. Dentro desta temática inclui um conjunto de trabalhos desenvolvidos no âmbito de processos de investigação centrados na prática e no processo de aprendizagem profissional que decorrem nos cursos de formação de professores e de futuros professores, que nos remetem para percursos de aprendizagens diversificados e marcados por uma riqueza que é própria desta etapa do seu percurso profissional. A investigação sobre a própria prática pode, por um lado, ter como objetivo alterar algum aspeto da prática, após identificada a necessidade dessa mudança e, por outro lado, “procurar compreender a natureza dos problemas que afetam essa mesma prática com vista à definição, num momento posterior, de uma estratégia de acção” (Ponte, 2002, p. 7).

    Sabendo que é na educação que está o âmago de cada sociedade fica o convite para a leitura deste conjunto de artigos cuja tónica está na formação de crianças e jovens com conhecimentos, capacidades e atitudes que são centrais para a formação de cidadãos com autonomia e responsabilidade para agir na sociedade, fazendo parte da mudança. Assim, são de grande relevo os desafios que se colocam à escola: “Perante os outros e a diversidade do mundo, a mudança e a incerteza, importa criar condições de equilíbrio entre o conhecimento, a compreensão, a criatividade e o sentido crítico. Trata-se de formar pessoas autónomas e responsáveis e cidadãos ativos” (ME, 2017, p. 5).

    Encontram neste número um conjunto de onze artigos que integraram estudos desenvolvidos desde a Educação Pré-escolar ao Ensino do 2.º Ciclo do Ensino Básico. Complementarmente é apresentado um décimo segundo artigo integrado no domínio de investigação de presente número da revista. Do primeiro grupo de onze artigos, dois centram-se na Educação de Infância, cinco respeitam a estudos que integram a Educação de Infância e o 1.º Ciclo do Ensino Básico e quatro artigos apresentam estudos realizados no 2.º Ciclo do Ensino Básico. O décimo segundo artigo aborda a temática da utilização de uma rede de mídia social enquanto solução digital para o desenvolvimento de uma comunidade de prática”.

    Cremos que o presente número contribui para uma reflexão sobre as práticas profissionais de professores e educadores em serviço e de estudantes na sua formação inicial com o intuito de promover a melhoria dessas práticas.

    No artigo de Marina Constantino e Marisa Correia sobre a “A importância da aprendizagem cooperativa no ensino das ciências: Um estudo com alunos do 5.º ano de escolaridade” as autoras exploram alguns estudos nos quais se valorizam as competências de trabalho colaborativo para o sucesso dos alunos tanto a nível social como cognitivo. Neste contexto, e considerando a sua relevância na formação dos alunos, as autoras procuraram investigar se as atividades promotoras de aprendizagem cooperativa desenvolvidas numa turma do 5.º ano de escolaridade, no contexto da prática de ensino supervisionada em Ciências Naturais, influenciaram as suas aprendizagens. Apesar dos resultados do seu estudo revelarem que os alunos conseguiram adquirir conhecimentos e desenvolver competências sociais e cognitivas através do método de aprendizagem cooperativa, sublinham como é importante existir uma preparação prévia e cuidadosa dos alunos para desenvolverem o trabalho de grupo.

    Recorrendo a um estudo de caso intitulado “Conceções e práticas de educadores de infância e de professores do 1.º Ciclo acerca do ensino experimental das ciências”, Susana Bretes e Marisa Correia procuraram compreender a importância atribuída pelos educadores e professores à realização de atividades práticas/experimentais para o processo de ensino-aprendizagem e quais as principais dificuldades sentidas com a sua implementação. No trabalho apresentado, as autoras identificaram que os profissionais de educação que mais importância dão à educação em ciências e às vantagens que estas podem trazer à aprendizagem são, na maioria, os mesmos que revelam uma maior abertura para a promoção do ensino experimental das ciências. Por outro lado, a falta de material e de recursos é o principal motivo apontado para a falta de implementação deste tipo de atividades. Finalizam com um alerta, através do qual se compreende que a falta de formação específica na área que pode condicionar práticas com esta orientação, refletindo-se, assim, nas aprendizagens proporcionadas às crianças e aos alunos.

    O estudo realizado por Joana Galvão e Ramiro Marques, intitulado “Como envolver os pais nas práticas educativas na Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico?”, procura compreender a valorização da relação escola-família nestes dois contextos por parte das famílias e a evolução das parcerias. Para tal apresenta uma perspetiva histórica, tendo em conta a legislação e os programas oficiais dessas valências. Foca a diferença entre os níveis de ensino, dando um maior relevo ao papel que o docente deve adotar como mediador da parceria entre a escola e a família. A recolha de dados envolve famílias, educadores e professores de 1.º Ciclo do Ensino Básico, uma Coordenadora Pedagógica e crianças das duas valências. Da discussão dos resultados evidencia-se a importância de não se criarem diferenças entre os dois níveis de ensino e de se utilizarem estratégias diversas e eficientes, permitindo anular os obstáculos que podem advir da transição. Os autores destacam ainda que sem o envolvimento dos pais e da comunidade em geral, articulando e partilhando responsabilidades educativas entre elas, a transformação do sistema educativo não seria possível.

    O artigo intitulado “Promoção da autorregulação da aprendizagem das crianças: A aplicabilidade de um instrumento de apoio à prática pedagógica na formação inicial de educadores/as e professores/as” de Isabel Piscalho, Ana Margarida Veiga Simão, Daniela Ferreira, Diana Felizardo e Micaela Conde apresentam uma experiência formativa de três estudantes do mestrado em Educação Pré-escolar e ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, envolvendo a utilização da Lista de Desenvolvimento da Aprendizagem Independente (CHILD) como um instrumento de apoio à prática pedagógica nos estágios em contexto de jardim de infância e de 1.º Ciclo do Ensino Básico. O artigo apoia-se na análise das narrativas das estudantes para averiguar as potencialidades deste instrumento na investigação da própria prática, reflexão e formação. As autoras destacam que a abordagem formativa contribuiu para que as futuras educadoras e professoras proporcionassem oportunidades efetivas e essenciais ao desenvolvimento de competências de autorregulação ajustadas às necessidades das crianças dos 5 aos 7 anos, num período marcado pela transição de contexto. Tendo por base a discussão dos resultados, as autoras apontam que a formação inicial deve contemplar o conhecimento teórico e vivencial do construto da aprendizagem autorregulada, de modo que nas suas práticas futuras, professores e educadores, promovam intencionalmente e desde cedo, uma aprendizagem autorregulada nas crianças.

    Mónica Pedreira e Isabel Piscalho, no seu artigo intitulado “A aprendizagem cooperativa como estratégia na Educação Pré-escolar”, destacam que a aprendizagem cooperativa parece ser uma estratégia muito eficaz para diferenciar no contexto educativo. Tendo esta ideia como ponto de partida, as autoras desenvolvem uma investigação-ação que visa conhecer o conceito de aprendizagem cooperativa na Educação Pré-escolar, compreender de que forma se utiliza a aprendizagem cooperativa como estratégia na Educação Pré-escolar, conhecer o papel do educador a partir da utilização da aprendizagem cooperativa e descrever as interações que as crianças estabelecem entre si e com o educador de infância durante o momento de aprendizagem cooperativa. Neste sentido, realizaram oito atividades cooperativas com as crianças e utilizaram registos videográficos, diários de bordo e grelhas de competências sociais para recolha de dados. Os resultados que obtêm mostram que as crianças têm mais facilidade em distribuir tarefas quando se encontram em grupos de dois elementos. Nas atividades cooperativas realizadas as crianças aprenderam a refletir sobre a sua participação e desempenho nas atividades, sendo capazes de evidenciar o que tinha corrido bem e o que deveriam melhorar.

    Ana Sofia Bento e Neusa Branco apresentam um estudo que tem como tema a avaliação formativa, sob o título “Avaliação formativa no ensino-aprendizagem da Matemática: o uso de feedback escrito com alunos de 2.º Ciclo”. O trabalho tem enfoque numa experiência que envolve o papel do feedback escrito pelo professor no processo de ensino-aprendizagem de alunos de 5.º ano em Matemática. No âmbito da prática pedagógica são realizadas, por 45 alunos, tarefas matemáticas evidenciando-se três momentos do processo ensino-aprendizagem. No primeiro momento os alunos resolvem quatro tarefas que são avaliadas e comentadas com feedback escrito, no segundo momento os alunos reformulam e melhoram a sua resposta tendo por base esse feedback e no terceiro momento resolvem um novo conjunto de quatro tarefas de natureza idêntica. Apesar de alguns alunos revelarem pouca autonomia na análise do feedback escrito, as autoras destacam que os resultados evidenciam a sua pertinência e eficácia na melhoria das aprendizagens relativamente a procedimentos matemáticos e à capacidade de resolução de problemas. Assim, as autoras destacam a importância deste se tornar uma prática regular na sala de aula.

    Liliana Almeida e Neusa Branco apresentam um artigo intitulado “Erros cometidos por alunos de 6.º ano a operar com números racionais”. As autoras salientam que o professor deve analisar as produções dos alunos para apoiar decisões na sua prática, nomeadamente para tomar um erro de um aluno como um ponto de partida para a aprendizagem. As autoras apresentam um estudo focado na análise de erros com números racionais, em tarefas matemáticas em que os alunos têm de analisar resoluções dadas, identificando se estão ou não corretas. O estudo centra-se nas produções escritas de 58 alunos de 6.º ano em quatro tarefas, em que duas envolvem expressões numéricas e outras duas envolvem situações problemáticas. Na resolução de expressões numéricas com os números representados na forma de fração, a maioria dos alunos utiliza corretamente as regras das operações. As suas dificuldades manifestam-se quando têm de reconhecer erros nas resoluções dos problemas, destacando-se na interpretação do problema e no uso incorreto de métodos ou de relações entre representações.

    Pensar criticamente é deveras fundamental numa sociedade cujas mudanças acontecem a um ritmo frenético e nos colocam perante potenciais riscos que devemos saber avaliar. Formar crianças com vista a promover capacidades de pensamento crítico é uma preocupação evidenciada no artigo “Atividades experimentais promotoras de pensamento crítico nas aulas de Ciências Naturais do 2.º CEB” de Sónia Roda e Elisabete Linhares. Através de uma investigação sobre a própria prática profissional realizada com alunos do 5.º ano de escolaridade na disciplina ciências naturais, pretendeu-se compreender a influência das atividades experimentais no desenvolvimento de capacidades de pensamento crítico desses alunos. Com essa finalidade, as autoras aplicaram o Teste de Pensamento Crítico de Cornell (Nível X) antes e após a realização das atividades experimentais. As capacidades de pensamento crítico foram ainda analisadas através das experiências. As atividades parecem contribuindo para melhorar o nível de pensamento crítico dos alunos, permitindo ainda o desenvolvimento do seu raciocínio lógico, das capacidades de comunicação, bem como a colaboração entre colegas e a autonomia.

    O estudo desenvolvido por Magda Antunes e Helena Luís transporta-nos para o “mundo do brincar” na Educação de Infância. O trabalho “Brincar na Educação de Infância: Conceções e Intencionalidade educativa dos/as educadores/as de infância” esclarece-nos quanto ao papel pedagógico do/a Educador/a e sobre a relevância do brincar no desenvolvimento e aprendizagem da criança. Os dados obtidos com recurso a um questionário aplicado a 90 educadores/as de infância foram analisados com auxílio do Software WebQDA. Os profissionais inquiridos destacaram a importância do brincar na vida quotidiana das crianças e ainda que não participem com muita frequência nas suas brincadeiras, planificam os momentos de atividades livres, por exemplo, preparando o espaço. As autoras deste artigo destacam também a pertinência da avaliação no brincar, como meio para tornar evidente o desenvolvimento de competências das crianças, tendo em linha de conta todas as áreas de conteúdo contempladas nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar.

    O artigo de Isabel Correia e Ramiro Marques, intitulado “O envolvimento dos pais na educação cívica das crianças como promotor do desenvolvimento da responsabilidade”, tem por objetivo compreender em que medida o envolvimento dos pais na educação das crianças promove a sua responsabilidade, tomando como variável a pontualidade. A observação participante, a pesquisa documental e a entrevista fornecem dados relativamente ao fenómeno em estudo. Os resultados evidenciam que a pontualidade, entendida como um ato cívico pelos autores, é importante no desenvolvimento do valor responsabilidade na criança. O estudo apresentado permite-nos compreender como a complementaridade de atuações, através de uma melhor ligação escola-família, se reveste de grande importância na formação cívica das crianças. Os encarregados de educação têm um papel crucial na vida dos filhos e as suas ações condicionam a forma como cada criança se relaciona com os outros e consigo própria. Assim, os valores transmitidos em casa, como compreender a importância da pontualidade (dando o exemplo) ajudam a uma maior responsabilidade dos educandos, constituem-se como elementos fundamentais ao seu equilíbrio emocional e bem-estar.

    A Interculturalidade é a problemática que Rita Lopes e Leonor Santos nos trazem para encerrar este número, num artigo denominado “Conceções e práticas de educação intercultural em Pré-escolar e 1.º CEB”. Um fenómeno que se tem vindo a acentuar, na atualidade, e que requer um olhar atento de todos os setores… Um deles, é certamente, o da educação. As autoras desafiam-nos a pensar na realidade social e culturalmente heterogénea que existe nas escolas atuais que não se compactua com aulas planificadas por idades seguindo um padrão uniformizado de aluno-tipo. No estudo empírico que nos apresentam pretenderam aprofundar o conhecimento e a reflexão sobre a temática da escola como espaço de encontro de diversidade cultural e a educação intercultural. Os dados obtidos indicam que a educação intercultural pode ser abordada a partir de todas as áreas de conhecimento, necessitando que o professor alargue os seus próprios conhecimentos sobre os diversos sistemas culturais e os diferentes estilos de aprendizagem, para proporcionar práticas mais significativas para o grupo de crianças com o qual trabalha. Para isso, a formação contínua e o desenvolvimento das competências interculturais dos agentes educativos assumem um papel fundamental.

    O último artigo deste número da autoria de Maria Barbas, Pedro Matos, Ricardo Raminhos e Elsa Casimiro, demonstra a solução digital para o desenvolvimento de uma comunidade prática através da utilização de uma rede mídia social para jovens europeus com síndrome de down. Nesta perspetiva são abordados os conceitos de “rede de mídia social” e de “comunidade de prática” assim como a forma de transmitir as e-competências que devem ser fornecidas/adquiridas a estes jovens europeus com síndrome down utilizando-se para o efeito a estratégia da promoção de atividades culturais e turísticas.

     

    Elisabete Linhares

    Neusa Branco

    João Samartinho

     

    Equipa Técnica Editorial

    João Samarinho (EDITOR)

    Nádia Lopes

    Mário José

  • Edição temática: Ciências Naturais e do Ambiente
    vol. 6 n.º 3 (2018)

    Os artigos publicados neste número da Revista da UI-IPS (Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém) resultam da atividade de investigação e desenvolvimento experimental desenvolvida pelos investigadores integrados no domínio das Ciências Naturais e Ambiente da UI-IPS, todos eles docentes na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Santarém. Os artigos agora publicados, demonstram a preocupação da Escola e do Instituto em disponibilizar aos estudantes as melhores condições para o desenvolvimento de competências de saber e do saber-fazer. Nesse âmbito os primeiros cinco artigos publicados nesta revista, enquadram os resultados dos trabalhos realizados com a participação de estudantes, e que suportam os seus trabalhos finais dos cursos de licenciatura em Agronomia e em Nutrição Humana e Qualidade Alimentar. Os artigos  intitulam-se: “Eficácia de diferentes produtos no desentupimento dos gotejadores num sistema de rega gota-a-gota”, da autoria de João Salgueiro e Ana Paulo; “Avaliação do desenvolvimento da fava de indústria (Vicia faba L.) nas condições do Vale do Tejo” de Artur Amaral e Diogo Carvalho; “Efeitos da densidade de plantação do brócolo para indústria, variedade “Parthenon” (Brassica oleracea L. var. italica Plenk) de Artur Amaral e Patrícia Baldonado; “Efeito da temperatura no desenvolvimento do brócolo de indústria na região do Vale do Tejo”, de Artur Amaral e Marina Casimiro; “Contributo da atividade agrícola para a qualidade de vida numa residência sénior”, de Aida Baptista e Paula Ruivo  e “Estabilidade microbiológica de morcelas de arroz de produção artesanal” de Gabriela Castanheira e Ana Neves.

    No contexto do trabalho científico desenvolvido com a participação de estudantes do 2º ciclo de Tecnologia Alimentar publica-se o artigo “Agrio et Emulsio – Creme de barrar de morango” de Maria Gabriela Lima, Sofia Ganhão, Cristina Laranjeira e Marília Henriques. O desenvolvimento deste novo produto está integrado no projeto Agrio et Emulsio: New Products Development (POCI-01-0145-FEDER-023583). A acrescer a este projeto de IC&DT (P2020), está em execução o projeto WineWaterFOOTPrint: Avaliação da pegada hídrica na fileira vitivinícola”, ambos ao abrigo do Programa de Modernização e Valorização dos Institutos Politécnicos (POCI-01-0145-FEDER-023360), e onde se enquadra o artigo “Projeto Winewaterfootprint: avaliação do uso eficiente da água em adegas da região Sul de Portugal” de Artur Saraiva, Adelaide Oliveira, Igor Dias e Margarida Oliveira.

    Os artigos “Leitos húmidos construídos como alternativa aos sistemas de tratamento de águas residuais convencionais – Revisão” de Miguel Macário, Artur Saraiva, Ericka Ferreira, Luis Ferreira e Margarida Oliveira e “Caracterização físico-química e reológica de tomate (Solanum lycopersicum l.) do Algarve e do Oeste” de Igor Dias, Maria Faro, Isabel Torgal, Anabela Matos, Ana Reis, Gabriela Lima e Margarida Oliveira, refletem uma ligação estreita ao tecido empresarial que é dinamizada com sucesso quer a nível nacional quer internacionalmente.

    Nesta edição da revista da Unidade de Investigação apresentam-se os resultados recentes obtidos nas atividades de investigação e desenvolvimento, realizada de acordo com um conjunto de objetivos, nomeadamente, que seja baseada na experiência, privilegie o envolvimento dos estudantes, que seja orientada para a criação de inovação no setor produtivo e social, numa perspetiva de projeto multidisciplinar que pretende resolver problemas específicos e numa relação estreita, que se pretende continuar a fomentar, com outras instituições de ensino superior e com outras instituições públicas e privadas.

    Paula Ruivo

    Margarida Oliveira

    Paula Pinto

     

    Equipa Técnica Editorial

    João Samartinho (EDITOR)

    Nádia Lopes

    Mário José

     

  • Edição temática: Ciências da Vida e da Saúde
    vol. 6 n.º 2 (2018)

    A investigação orientada assume-se cada vez mais como uma estratégia de suporte à prática baseada na evidência, característica essencial ao desenvolvimento e consolidação da missão do ensino politécnico.

    Fazê-lo de forma integrada com a prestação de serviço à comunidade e o ensino, tem-se constituído no objetivo principal da Unidade de Monitorização de Indicadores em Saúde (UMIS), mobilizando estudantes, professores e enfermeiros de diferentes contextos de prestação de cuidados.

    Concebemos a relevância da investigação com este sentido, tanto a partir de estudos primários como de estudos secundários, os últimos nomeadamente a partir de revisões sistemáticas de literatura, conducentes à síntese do conhecimento.

    No presente número da Revista da UI-IPSantarém, encontramos estudos primários que resultam do desenvolvimento de investigação académica, de investigação baseada na prática e ensaios teórico metodológicos como contributo para o aprofundamento de competências metodológicas, com relevância no que concerne ao desenho de estudo, instrumentos de colheita de dados, métodos de análise e discussão de resultados.

    O conhecimento em enfermagem tem evoluído nas últimas décadas  de um conhecimento subjetivo e por vezes silencioso, para uma perspetiva de conhecimento construído a partir da compreensão da singularidade dos atores, dos contextos e dos saberes, o que nos remete para o aprofundamento do paradigma qualitativo da investigação, maioritariamente encontrado na concetualização dos artigos que integram este número da Revista.

                                  

    Encontramo-nos numa etapa da produção do conhecimento que estabelece necessariamente um compromisso entre a qualificação académica dos responsáveis pela investigação em desenvolvimento e a integração de um número de estudantes cada vez mais significativo neste processo, prioridade que aliás se vem construindo desde sempre como filosofia inerente à ação concreta da UMIS.

    Por outro lado, a consistência  dos resultados e respetiva disseminação pelos diversos meios disponíveis, sugerem um compromisso com o futuro centrado em duas dimensões:

    1)     O aprofundamento da síntese do conhecimento a partir da realização de revisões sistemáticas de literatura, mobilizando para o efeito estudantes de 1º ciclo, estudantes de Cursos de Pós-Licenciatura e estudantes de 2º ciclo em desenvolvimento na Escola Superior de Saúde de Santarém.

    2)     O investimento em investigação no âmbito do paradigma quantitativo, nomeadamente na dimensão metodológica de construção e validação de escalas, que permita a agregação de resultados e o consequente estudo dos fenómenos numa perspetiva de extensão dos mesmos.

    Mas os desafios não se colocam exclusivamente na dimensão interna, constituindo-se muito relevante o aprofundamento da relação de compromisso na dimensão individual e de grupo com a afiliação em centros de investigação como contributo para a consolidação de resultados essenciais ao desenvolvimento de uma política de investigação sustentada na capacidade para a submissão de projetos que permita a atribuição de financiamento.

    Como investigadores, uma última palavra para a ética em investigação, essencial à qualidade do processo e dos resultados, também assegurada no desenvolvimento dos estudos e projetos que sustentam os artigos agora apresentados.  Reforçamos a consciencialização do aprofundamento necessário à resposta aos desafios que no futuro próximo, o Regulamento Geral sobre Proteção de Dados vem introduzir também na Investigação com as características que desenvolvemos.

    José Amendoeira

    Isabel Barroso da Silva

    Hélia Dias

     

    Equipa Técnica Editorial

    João Samartinho (EDITOR)

    Nádia Lopes

    Mário José

     

  • Número Especial - III Congreso de Red de Cooperación entre Instituciones de Enseñanza Superior (ACINNET)

    EDITORIAL

     

     

    PRESENTACIÓN

    La Universidad Privada de Ciencias Administrativas y Tecnológicas, ha sido Sede del III Congreso de la Red de Cooperación entre instituciones de Enseñanza Superior Internacional ACINNET (ACADEMIC INTERNATIONAL NETWORK), desarrollado del  2 al 5 de mayo de 2017 en la Ciudad de Cochabamba-Bolivia.

    Este evento internacional tuvo la participación de más de 1000 personas, 120 participantes extranjeros entre estudiantes, expositores e investigadores. Se contó con la presencia de las máximas autoridades de Universidades de Latinoamérica y Europa: Ing. Rene Polo Salinas, Rector de UCATEC - BOLIVIA; Prof. Stefano Barra Gazzola, Rector del Grupo Educacional UNIS - Brasil; Dra. Nadia Czeraniuk, Rectora de la UNAE - Paraguay; Dra. Isabel Barroso IPS - Portugal; Dr. Olimpio Castilho, Presidente ISCAP - Portugal; Ing. Luis Franchi, UAI - Argentina; Felipe Flaushino, UNIS - Brasil.

    En este evento internacional se desarrollaron diversas actividades, entre ellas, conferencias, presentación de artículos científicos, encuentro de emprendedores, paseos turísticos y una fiesta temática celebrando el día del Estudiante Extranjero.

    Con la finalidad de propiciar un espacio de compartir y generar conocimiento científico en este Congreso Internacional, se presentaron artículos cuyos ejes temáticos fueron:

    Emprendimiento:

    §  Emprendimiento empresarial

    §  Emprendimiento tecnológico

    §  Emprendimiento social

     

    Innovación:

    §  Innovación tecnológica

    §  Innovación en inteligencia de negocios

    §  Innovación de los servicios

    §  Innovación del diseño

    §  Innovación médica

    §  Innovación educativa

    §  Innovación social

    §  Innovación en diferentes disciplinas del conocimiento


     

     

    De acuerdo Convocatoria se presentaron 95 artículos científicos de la Comunidad Universitaria miembros de esta Red Internacional, posterior al Congreso de ACINNET, estos artículos fueron valorados por un Comité evaluador compuesto por investigadores representantes de estas Universidades.

    El presente número especial de la Revista de la UIIPS dedicada a la Publicación de artículos seleccionados conforme a los criterios de publicación solicitados para el Congreso y por la Revista de la UIIPS de Portugal.

    El Comité Académico organizador del III Congreso de ACINNET agradece el apoyo de la UIIPS de Portugal, por concretar la publicación de esta Revista.

    Comité Académico Evaluador

    Juan Carlos Arroyo Mendizábal

    Fabricio Polloso Piurcosky

    Mirtha Dalila Lugo

    Pedro dos Santos Portugal Júnior

    Jeferson Vinhas Ferreira

    Livia da Silva Ciacci

    Emani Guimaraes Júnior

    Alessandro Messias Moreira

    Cristina I. Hsiang Li

    Yrma Bocian

    Karen López

     

    Equipo Técnico de la Revista UIIPS

    Carla Bastos

    Joao Samartinho (EDITOR)

  • I CONGRESSO INTERNACIONAL DA RESMI: CONTEXTOS E DESAFIOS DA MEDIAÇÃO INTERCULTURAL

    EDITORIAL: I CONGRESSO INTERNACIONAL DA RESMI: CONTEXTOS E DESAFIOS DA MEDIAÇÃO INTERCULTURAL

     

    Editor:

    RESMI – Rede do Ensino Superior para a Mediação Intercultural

    Constituída por 26 entidades signatárias em parceria com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM):

    Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais - Universidade Aberta; Universidade de Aveiro; Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti; Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Beja; Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Castelo Branco; Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Lisboa; Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico do Portalegre; Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico do Porto; Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Santarém; Escola Superior de Educação e Ciências Sociais – Instituto Politécnico de Leiria; Escola Superior de Saúde – Instituto Politécnico de Santarém; Escola Superior de Saúde – Instituto Politécnico de Viseu; Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Instituto Politécnico da Guarda; Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego – Instituto Politécnico de Viseu; Escola Superior de Tecnologia de Saúde de Lisboa – Instituto Politécnico de Lisboa; Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação – Universidade de Coimbra; Instituto de Educação – Universidade de Lisboa; Instituto de Educação – Universidade do Minho; Instituto de Serviço Social – Universidade Lusófona de Lisboa; Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas – Universidade de Lisboa; ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa; Universidade Lusófona do Porto; Universidade Portucalense Infante D. Henrique Cooperativa do Ensino Superior, CRL; Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, do Instituto Politécnico do Porto; Escola Superior de Educação de Coimbra – Instituto Politécnico de Coimbra;

     

    A Rede de Ensino Superior para a Mediação Intercultural - RESMI, constituiu-se formalmente a 21 de maio de 2015, através da assinatura de uma Carta de compromisso entre o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e 24 entidades de Ensino Superior. Ao longo de 2015, 2016 e 2017, foram integradas mais instituições na Rede.

    Como objetivos a RESMI propõe-se congregar esforços e interesses para aprofundar as questões do conhecimento e das práticas de mediação intercultural, potenciando sinergias nas áreas da formação, investigação e consultoria dos projetos implementados no terreno pelos parceiros do ACM IP.

    A RESMI visa trabalhar conceptualmente as questões da Mediação Intercultural e colaborar na monitorização dos indicadores definidos para o projeto de mediação intercultural. Neste sentido, constituíram-se 4 grupos de trabalho: educação, saúde, território e monitorização.

    O I CONGRESSO INTERNACIONAL DA RESMI: CONTEXTOS E DESAFIOS DA MEDIAÇÃO INTERCULTURAL, que decorreu nos dias 14 e 15 de outubro de 2016, na Escola Superior de Educação de Lisboa, surgiu na continuidade das atividades da RESMI, com o objetivo de refletir conjuntamente sobre conceções, contextos e práticas que se colocam a quem procura, através da interculturalidade e da mediação intercultural, contribuir para lidar com os desafios do mundo de hoje. O seu programa incluiu sessões plenárias, Workshops, convidados de reconhecido mérito na temática da mediação intercultural e comunicações orais livres.

    Abordando o tema da Mediação Intercultural, as comunicações apresentadas distribuíram-se por 4 tópicos principais.

    Os 41 resumos alargados publicados neste número especial da Revista da UI-IPS (Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém) correspondem às comunicações no âmbito de cada um desses tópicos, sendo estes:

    - Mediação Intercultural em Educação com 13 resumos;

    - Mediação Intercultural em Saúde com 5 resumos;

    - Mediação Intercultural no Território com 8 resumos;

    - Novos Desafios na Mediação Intercultural com 15 resumos.

     

    Sumário

    Resumos:

    Mediação Intercultural em Educação

    Os resumos alargados integrados neste tópico são: 1) “A formação do professor intercultural – práticas de ensino e aprendizagem no domínio da linguagem plástica” de Lúcia Magueta; 2) “Alunos, famílias, escola e comunidade: sujeitos e mediações. O GAAF como campo de possibilidade(s) para a Mediação Intercultural” de Ana Maria Vieira e Patrícia Simões; 3) “Com e sobre mulheres: um projeto de Teatro, Género e Comunidade” de Susana Gaspar e Miguel Falcão; 4) “Construção partilhada de uma identidade: porquê falar de identidade nacional?” de Sofia Ré; 5) “Cultura, interculturalidade e serviço social: perceções dos estudantes sobre os conceitos” de Hélia Bracons; 6) “Cursar Engenharia em Portugal: os Desafios de Raparigas Cabo-verdianas em Mobilidade Estudantil” de Luciana Lima; 7) “Encontros e mediações interculturais no projeto Fronteiras Urbanas” de Ana Paula Caetano; 8) “FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO TRABALHO SOCIAL:  MEDIAÇÃO SOCIAL NA OFERTA FORMATIVA DA ESELx” de  Joana Campos, Maria João Hortas e Alfredo Dias; 9) “Formação para a diversidade linguística e cultural - praticas de mediação intercultural com crianças ciganas” de Filomena Martins; 10) “Papel dos Pais Moldavos na Manutenção e Aprendizagem da Língua de Herança dos seus Filhos” de Rodica Iachimovschi, Ana Sofia Pinho e Sílvia Melo-Pfeifer; 11) “O papel das crianças na mediação escola-família” de Filomena Cara d'Anjo, Isabel Freire e Ana Paula Caetano; 12) “Projeto 360º - Interculturalidade em Movimento” de Ana Margarida Silva; 13) “PROJETO - CONVERGIR PELA DIVERSIDADE EM QUELUZ” de Carla Pina e Ana Paula Caetano.

    Mediação Intercultural em Saúde

    Os resumos alargados integrados neste tópico são: 1) “Estratégias para a promoção de competências interculturais nos estudantes de Enfermagem com famílias Imigrantes” de Ana Spínola e Alcinda Reis; 2) “Interculturality in health: taking consciousness of itself.” de Luís Rainha e Maria Rosário Pinto; 3) “Mutilação genital feminina - Fronteiras da Mediação Intercultural” de Carla Martingo; 4) “Mutilação genital feminina – uma difícil conciliação entre cultura e direitos humanos” de Ana Raquel Afonso e Teresa Dénis; 5) “O Processo de Competência Cultural de Josepha Campinha-Bacote na compreensão do cuidar intercultural: um estudo de caso com estudantes de um curso de pós-graduação.” de Emília Coutinho.

    Mediação Intercultural no Território

    Os resumos alargados incluídos neste tópico são: 1)“Consolidando laços no território multicultural: Formação de Mediadores Comunitários” de Ana Costa e Silva, Marta Soares e Maria de Lurdes Carvalho; 2) “Construção de redes de parceria para a intervenção comunitária: o IPBeja e o território Beja.” de Ana Felisbela Piedade, Bárbara Esparteiro e Ana Fernandes; 3) “Corpos território e a construção identitária” de Ana Felisbela Piedade; 4) “DIVERSIDADE CULTURAL, CONVIVÊNCIA, CONFLITO E MEDIAÇÃO” de Elisabete Pinto da Costa e João de Almeida Santos; 5) “Formação de Voluntários Mentores para MIGRANTES: Ajudar quem ajuda” de Anabela Pereira, Manuela Gonçalves e Miguel Oliveira; 6) “Fronteiras da Identidade: Imigração e mediação intercultural no Alentejo.” de Patrícia Hermozilha; 7) “Mediação com os alunos dos PALOP” de Luísa Campos, Maria Paula Neves, María del Carmen Ribeiro, Maria Hermínia Barbosa e Nelson Oliveira; 8) “O TERRITÓRIO A REDESCOBRIR COMO ESPAÇO DE VIZINHANÇAS E DE DIÁLOGO INTERCULTURAL” de Rosa Madeira e Maria Cristina Gomes.

    Novos Desafios na Mediação Intercultural

    Os resumos alargados incluídos neste tópico são: 1) “A bridge: About intercultural communication for a multicultural societie.” de Pierfranco Malizia; 2) “A gestão da diversidade em organizações multiculturais, mediante a mediação intercultural” deDaniel Zaidam; 3) “Agressores Conjugais, Planos de Mediação e Intervenção Intercultural” de Sandra Ribeiro e Ricardo Vieira; 4) “Assistentes Sociais imigrantes e mediação intercultural: o caso particular da Finlândia” de Ricardo Vieira e Edgar Carreira; 5) “Famílias imigrantes, crianças e jovens: desafios da mediação intercultural na (re)construção dos diálogos na e com a escola” de Maria João Hortas; 6) “Intercultural mediation with Roma students: a risky adventure?” de Kitti Baracsi e Emma Ferulano; 7) “Luto e Migração – um olhar na mediação intercultural” de Cristina Felizardo; 8) “Na pele de um viajante do mundo: uma metáfora para a Multiterritorialidade” de Sofia Ré; 9) “NARRATIVAS DIGITAIS E DIÁLOGO COM AS MARCANTES DIFERENÇAS ETÁRIAS” de Diana Vallescar Palanca e Isabel Roque; 10) “O Inventário das Preocupações Interculturais: um contributo para o estudo das necessidades de formação, educação e mediação intercultural em contexto universitário.” de Maria do Rosário Pinheiro e Maria Amélia Reis; 11) “O olhar do mediador sociocultural sobre o objeto patrimonializado” de Fernando Magalhães; 12) “Porque é que Akim corre? Mobilidades forçadas e mediação intercultural” de Margarida Morgado; 13) “Programa Municipal de Acolhimento de Refugiados na cidade de Lisboa (PMAR LX)” de Miguel Graça; 14) “Racismo da População não cigana: um desafio na Mediação Intercultural” de Sofia Dias; 15) “Rede Regional do Centro de Apoio e Proteção a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos (RRCAPVTSH)” de Sónia Araújo.

     

    Conselho editorial

     

    Comissão Científica:

    Alcinda Reis - Escola Superior de Saúde de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém; Ana Felisbela Piedade – Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Beja; Catarina Reis Oliveira – Observatório das Migrações; Carlos Diogo Moreira - Universidade Lusófona de Lisboa; Cristina Santinho - CRIA/ISCTE; Dália Costa - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas; Diana de Vallescar - Universidade Portucalense; Emília Coutinho - Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu; Filipe Martins - Escola Superior de Educação do Porto, Instituto Politécnico do Porto; Gillian Grace Moreira - Universidade de Aveiro; Isabel Freire - Instituto de Educação de Lisboa, Universidade de Lisboa; Elisabete Pinto da Costa - Universidade Lusófona do Porto; Laura Tallone - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto ; Lia Pappamikail - Escola Superior de Educação de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém; Luís Miguel Cardoso, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre; Manuel Sarmento - Universidade do Minho; Margarida Morgado - Instituto Politécnico de Castelo Branco; Maria do Rosário Pinheiro - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra; Maria João Hortas - Escola Superior de Educação de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa; Maria Paula Neves - Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico da Guarda; Miguel Prata Gomes - Escola Superior de Educação Paula Frassinetti;  Ricardo Vieira – ESECS, Instituto Politécnico de Leiria /CICS. NOVA.IPL Leiria; Rosa Maria Sequeira - CEMRI/ Universidade Aberta; Sandra Antunes - Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, Instituto Politécnico de Viseu; José Mapril - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - FCSH/NOVA; Teresa Dénis - Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa

     

    Comissão Organizadora:

    Ana Paula Caetano - Instituto da Educação de Lisboa; Catarina Reis Oliveira -  Observatório das Migrações; Conceição Santiago - Escola Superior de Saúde de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém; Cristina Milagre - Alto Comissariado para as Migrações; Cristina Rodrigues - Alto Comissariado para as Migrações; Diana de Vallescar - Universidade Portucalense; Hélia Bracons - Universidade Lusófona de Lisboa; Luísa Delgado - Escola Superior de Educação de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém: Maria do Rosário Pinheiro - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; Neila Karimo - Alto Comissariado para as Migrações; Teresa Dénis - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa.


    Equipa Técnica:

    Carla Bastos (UI-IPSantarém)

    Jorge Maria (Escola Superior de Gestão e Tecnologia do IPSantarém)

    João Samartinho (Editor)

  • Educação Social e Intervenção Comunitária (MESIC)

    EDITORIAL

     

    Neste número temático organizámos um conjunto de artigos que resultaram da compilação de algumas das Dissertações de Mestrado já defendidas no Mestrado em Educação Social e Intervenção Comunitária (MESIC) da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém. Pela sua natureza, o âmbito a que respeitam estes artigos é o chamado Terceiro Setor, assim designado nos países anglo-saxónicos ou Economia Solidária, conceito mais empregue na Europa. Trata-se, pela sua imensa amplitude de intervenção, de um campo vasto onde convergem, sob um mesmo nome e utilizando metodologias próximas, um não menos vasto campo teórico que, consoante as diferentes proveniências, mais ligadas à pedagogia, à sociologia, à antropologia ou à psicologia, propendem para modelos de intervenção e propostas metodológicas de ação com as convergências referidas mas, também, com uma imensa diversidade extensamente descrita na literatura da especialidade. Mas a referida diversidade resulta ainda —e, pelo menos em parte, explica as múltiplas óticas ora mencionadas—, dos diferentes públicos-alvo com os quais se trabalha e com a diversidade de problemáticas a cada um deles adstrita. Tendencialmente, esta diversidade surge atualmente agrupada em cinco grandes áreas de intervenção ou campos de ação – Adultos e Idosos, Problemáticas ligadas às crianças e jovens e aos comportamentos de risco; Contextos Educativos (novas abordagens educativas, de natureza não formal, para minorias e contextos sociais degradados; violência em meio escolar e Bullying, etc.); Inclusão Social (imigrantes, minorias étnicas e outras) e Gestão das Organizações Sociais. Como consequência, essas acabam por ser as grandes áreas em torno das quais se estrutura o referido Mestrado em Educação Social e Intervenção Comunitária e, assim, os artigos que se seguirão surgirão organizados segundo esses campos. Na verdade, essas grandes áreas não constituem campos independentes e estanques entre si; pelo contrário, elas estão necessariamente ligadas possuindo inúmeras interseções entre si. Desde logo, elas são, no geral, perpassadas transversalmente -ainda que de uma forma esfumada, sub-reptícia ou, até, etérea-, pelo conceito de inclusão/exclusão social, determinando que a base dos processos de intervenção socioeducativa subjacentes à Educação Social se focalize na procura do empowerment de grupos populacionais mais fragilizados tendo em conta a disponibilidade relativa de determinados recursos ou capacidades. Assim, por exemplo, se, para alguns grupos, a elevação da idade pode constituir um critério para a exclusão social numa sociedade fortemente assente sobre o primado da eficácia, da eficiência e da produtividade físicas, para outros poderão ser os deficits culturais (medidos a diversos níveis) que poderão concorrer para esse fim. De igual modo, para outros grupos, ainda, essa exclusão social poderá decorrer da pertença a minorias (étnicas, por orientação de género, religiosas, etc.); in extremis a exclusão social materializar-se-á na privação da liberdade decorrente da violação, pelos mais diversos caminhos, das normas sociais. Desta forma, ao Técnico Superior em Educação Social cabe sempre, em última instância, fomentar o envolvimento ativo desses grupos de pessoas em projetos que, apoiando-se nos seus próprios recursos, mobilizando a sua participação plena e mediante o apelo a redes organizadas de respostas sociais, se estabeleça como meta conseguir uma melhoria das suas condições de vida. Assim, é então tão válido, em termos do conceito de inclusão social, reconfigurar a conceção de vida de um idoso como alguém que já não tem utilidade no sistema produtivo contrapondo-lhe o conceito de envelhecimento ativo; como, para um toxicodependente cronicamente estigmatizado pela sua adição a uma ou mais substâncias psicoativas, a contraposição dos conceitos de redução de danos e/ou a minimização de riscos decorrentes da referida adição a uma substância psicoativa, permitindo-lhe viver com a sua adição mais como uma contingência variável do que como uma impossibilidade total; paralelamente, ainda tendo por base esse mesmo conceito de inclusão social, reconfigurar a imagem, e as consequências que dela resultam, do indivíduo recluso como alguém cronicamente excluído pelo estigma de presidiário para alguém que, através de respostas sociais adequadas, pode voltar a ter um lugar válido na sociedade Em ambos os casos, o que se procura alcançar é uma reconfiguração do autoconceito do indivíduo, lado a lado com uma tentativa de diminuir alguma da estigmatização social associada a essas circunstâncias de vida, na senda da melhoria das condições de vida dessas pessoas, respeitando a sua natureza idiossincrática e os condicionalismos decorrentes do seu contexto. Públicos diferentes com problemas diversos aos quais o Educador Social procura responder diferentemente, mas sempre na senda da sua maior inclusão, ou menor exclusão social.

    Paralelamente, o leitor perceberá que, neste número temático, muitos dos artigos dizem respeito à realidade brasileira. Tal facto decorre da maioria dos autores dos artigos que se seguem serem oriundos de uma turma de alunos que frequentaram o MESIC à distância através do sistema B-Learning, no âmbito de um Protocolo de Cooperação Internacional estabelecido entre o Instituto Politécnico de Santarém e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. A maioria dos artigos representam, por isso, uma súmula das respetivas Dissertações de Mestrado que refletem um contexto de intervenção socioeducativo específico, mas onde, na maioria dos casos, as problemáticas existentes bem como as metodologias adotadas são as mesmas que se utilizam noutras partes do mundo, desde logo, em Portugal. Esta obra serve, assim, também, como corolário de uma cooperação internacional que se tem vindo a revelar extremamente profícua em termos de intercâmbio de experiências, de produção científica e de difusão cultural.

    Por sua vez, este mestrado, e as Dissertações dele resultantes (algumas aqui compiladas sob a forma de artigos científicos), integra-se plenamente na lógica da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém. Na sua génese, como o próprio nome indica, esta Escola tem uma missão educativa. Inicialmente, de forma quase exclusiva, a Escola Superior de Educação desenvolvia a sua oferta formativa no âmbito da Educação Formal. Com o passar do tempo, contudo, e pela necessária adaptação à evolução da sociedade portuguesa, essa oferta formativa tem vindo a alargar-se compreendendo hoje em dia novas linhas de formação, desde logo, no âmbito da Educação não Formal, na qual se integra o Mestrado em Educação Social e Intervenção Comunitária. Por sua vez, do lado brasileiro, a rede de Institutos Federais foi legalmente constituída a partir do ano de 2008, numa tentativa de generalizar o acesso da formação e do saber a toda a sociedade brasileira, desde logo, àqueles grupos populacionais que, por diversas razões, são mais excluídos socialmente, embora não se confinando a eles. Assim, a missão da Escola Superior de Educação e a correspondente missão formativa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília coincidem no essencial, pelo que a frequência do Mestrado em Educação Social e Intervenção Comunitária e os produtos dela resultantes (alguns deles aqui publicados) surgem e confirmam exatamente essa confluência formativa.

    Seguindo as grandes áreas temáticas anteriormente identificadas, esta obra surge arrumada em partes.

    Iniciaremos este número com as problemáticas ínsitas ao contexto escolar, seja no chamado ensino regular, de natureza formal, seja no ensino profissional ou noutras formas não formais de educação adstritas a públicos cuja cultura social de origem nem sempre é convergente com a cultura escolar-urbana de classe média. Este primeiro momento culmina com a violência em meio escolar/bullying. Trata-se da secção onde se encontram agregados mais artigos.

    Neste âmbito, surge um primeiro artigo, da autoria de Juana Silva, Paulo Coelho Dias e Maria Cristina Madeira da Silva, intitulado: “Fatores de influência no processo de evasão escolar em três cursos técnicos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília” que nos traz um estudo sobre o cenário de evasão e eficiência dos cursos técnicos subsequentes em Eventos, Informática e Serviços Públicos do Campus Brasília do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília – IFB, com destaque para os possíveis fatores que levam os estudantes à evasão escolar. Procura-se identificar possíveis causas para o abandono/evasão escolar como forma de contribuir para a introdução de novas medidas político-pedagógicas que possam infletir a tendência.

    Segue-se um artigo, da autoria de Mércia Costa e Lia Pappámikail, denominado: “Mapeando vivências de uma intervenção socioeducativa com recurso à educação entre pares: os multiplicadores por seus pares e os multiplicadores pelos multiplicadores.” Trata-se de um artigo no qual se procura aferir o impacto do trabalho com pares na aprendizagem dos alunos, tendo em conta a influência geralmente reconhecida ao grupo de pares na troca de saberes entre jovens. Assim, construídos os pares de aprendizagem (aluno multiplicador ou mais experiente e aluno aprendiz) esta proposta de investigação foi procurar medir o impacto da aprendizagem por pares no caso da sexualidade e dos afetos. Esta proposta, quiçá, alargando-se a outras áreas disciplinares, pode, pois, constituir-se como uma das possibilidades de combate ao insucesso escolar, questão versada no artigo anterior, da evasão/abandono escolar.

    Seguidamente, apresentaremos um artigo, da autoria de Davi Lucas e Paulo Coelho Dias, intitulado: “Pedagogia da Alternância e o papel do Educador Social (Professores e Gestores) frente aos desafios de implementação da Educação do Campo no Instituto Federal de Brasília – Campus Planaltina”. Esta obra focaliza-se na identificação da adequabilidade e adoção, no instituto Federal de Brasília, da Pedagogia da Alternância enquanto instrumento de suposta integração do homem do campo no âmbito da aprendizagem formal de cursos técnicos em agropecuária. É aqui questionado o saber dos professores e gestores do campus sobre a Pedagogia da Alternância, o modelo de alternância seguido e os reais impactos conseguidos junto do público agricultor cujo modelo de Educação do Campo nem sempre se coaduna à educação formal largamente seguida em escolas deste tipo.

    Segue-se um artigo, da autoria de Priscila de Fátima Silva, Paulo Coelho Dias e Fernando Póvoas, denominado: “O impacto socioeconómico da implementação do Programa Jovem Aprendiz a partir da inclusão laboral dos jovens aprendizes atendidos pelo instituto Federal de Brasília – Campus Estrutural.” Trata-se, tal como no artigo anterior, de aferir a eficácia pedagógica de modelos de ensino e o seu impacto, seguindo, de certa forma, uma orientação próxima do artigo anterior. Neste caso concreto, contudo, o público-alvo versado não são jovens agricultores como no anterior, mas, antes, jovens proletários urbanos ou rurais que procuram ingressar nesta oferta formativa de cunho profissionalizante com o objetivo de ingressarem, de forma mais efetiva, no mercado de emprego.

    Seguidamente, surge-nos um artigo, da autoria de Lucilene Alves Vitória dos Santos e Lia Pappámikail, intitulado: “Arte e inclusão social: uma análise sobre a importância de projetos artístico-culturais numa escola brasileira de ensino profissional e tecnológico.” Trata-se, uma vez mais, de analisar um programa de formação profissional seguindo a linhas dos artigos anteriores. Aqui se apresentam os resultados de uma análise sobre os impactos, desde logo em termos de inclusão social, de três projetos artístico-culturais, desenvolvidos numa escola de ensino profissional e tecnológico do Instituto Federal de Brasília (IFB) - Campus Planaltina.

    A seguir, numa linha próxima do artigo anterior, surge um outro, da autoria de Andreia Campos e Lia Pappámikail, denominado: “Intervenção socioeducativa numa residência estudantil: análise da prática lúdica e recreativa de Jump num campus do Instituto Federal de Brasília.” Este artigo apresenta os resultados de uma investigação sobre os contributos de atividades educativas não formais em espaço escolar, especificamente, sobre o uso de camas elásticas, popularmente denominadas “jump”, em atividades desportivas/artísticas por parte de estudantes de Ensino Médio brasileiro (equivalente ao Ensino Secundário em Portugal).

    Seguidamente, ainda dentro do contexto educativo, surge-nos um outro artigo, da autoria de Nádia Mangabeira Chaves, de Sónia Galinha e Simone Gontijo, denominado: “Formação docente e habilidades sociais: contribuições para a formação integral de estudantes universitários.“Este estudo investigou a formação docente no curso de licenciatura em Letras/Espanhol do Instituto Federal de Brasília (IFB) em relação às habilidades sociais (HS) inerentes à atuação do professor, medindo a relevância desta competência a diferentes níveis em termos do desempenho dos alunos.

    Este grupo temático sobre o contexto escolar encerra com um artigo, da autoria de Ana Cristina Albernaz, Sónia Seixas e Maria Cristina Madeira da Silva, intitulado: “Memórias de Bullying na trajetória escolar dos estudantes da licenciatura em biologia: caminhos investigativos para a Educação Social.”O presente artigo descreve parte de uma investigação que procurou estudar a existência de bullying no percurso escolar de estudantes do Instituto Federal de Brasília.

    Fazendo interseção com a área temática anterior, surge, seguidamente, um outro campo - Adultos e Idosos e aprendizagem ao longo da Vida- em torno do qual se integram os artigos seguintes.

    Neste âmbito apresentamos um primeiro artigo, da autoria da Antongnioni Pereira de Melo e Ana Cristina de Castro Loureiro, denominado: “Impacto do estudo da informática na melhoria do pensamento crítico e autonomia intelectual: um estudo com mulheres na modalidade Educação de Jovens e Adultos no Brasil.” No referido estudo procurar-se-á verificar as possíveis contribuições do ensino da informática na melhoria do pensamento crítico e autonomia intelectual num grupo de mulheres em situação de alta vulnerabilidade que compõem a modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos.

    Segue-se um artigo, da autoria de Élia Teixeira e Sónia Galinha, denominado: “A importância da Universidade Sénior para um envelhecimento ativo: universidade Sénior de Machico – Um estudo de caso na RAM.” O presente estudo assumiu como objetivo central perceber a importância da universidade sénior USM, insular, na perspetiva de quem a frequenta – especificidades e mudança positiva que proporciona.

    Este campo temático termina com um artigo, da autoria de Ana Feliciano e Sónia Galinha, intitulado: “Perceções dos idosos sobre a sexualidade em idades avançadas – estudo exploratório.” No referido estudo foi proposto, como objetivo central, percecionar de que forma os homens e as mulheres, em idades avançadas, vivenciam e vivenciaram a sua sexualidade, assim como analisar a perceção e a importância que os mesmos lhe atribuem.

    Segue-se um último campo temático que integra, por diferentes vias, questões ligadas ao já referido binómio inclusão/exclusão social que, como dissemos atrás, detém, de certa forma, uma presença permanente e transversal, embora nem sempre diretamente percetível, em todas as diversas áreas temáticas aqui abordadas.

    Neste âmbito apresentaremos um primeiro artigo, da autoria de Nelma Santos Silva e Luísa Maria da Silva Delgado, intitulado: “Vidas ressignificadas: o protagonismo do Educador Social em uma unidade de atendimento socioeducativo feminino no Distrito Federal.” Este artigo apresentará resultados de uma pesquisa exploratória que investigou as possibilidades de educação e ressocialização decorrentes de uma proposta pedagógica que visa a reinserção social, partindo da ressignificação de valores das adolescentes em cumprimento da Medida Socioeducativa de Semiliberdade, na Unidade de Atendimento de Semiliberdade Feminina do Guará – UASFG, no Distrito Federal.

    Segue-se um artigo, claramente completar do anterior, que integra outras dimensões e perspetivas sobre a mesma medida socioeducativa abordada no artigo anterior. É da autoria de Alessandra do Carmo Fonseca, Luísa Maria da Silva Delgado e Maria Cristina Madeira da Silva e denomina-se: “Medida socioeducativa de semiliberdade e seu potencial transformador: estudo de caso realizado em uma unidade feminina do Distrito Federal.” Intersetando o artigo anterior, neste propõe-se uma discussão sobre a Educação no Sistema Socioeducativo e seus desdobramentos, explicitando a complexidade desta temática, principalmente sobre as medidas privativas e restritivas da liberdade feminina. Investigou-se a relação que as adolescentes em conflito com a lei estabeleceram com a unidade socioeducativa e como essa relação poderá contribuir para a reconstrução de suas vidas.

    Segue-se um artigo, da autoria de Renato Mendes Gomes e Perpétua Santos Silva, denominado: “Cantando vidas no lixo: o caso de uma cooperativa de trabalho de reciclagem em Santa Maria – DF, Brasil.” Tomando como objeto de estudo o caso de uma cooperativa de trabalho de reciclagem em Santa Maria-DF, foram trabalhadas algumas dimensões profissionais e pessoais da vida de catadores, tendo como objetivo conhecer as suas perspetivas sobre as condições profissionais, pessoais e sociais enquanto profissionais da catação de resíduos sólidos organizados em cooperativa de trabalho de reciclagem, identificando quais as suas principais dificuldades, constrangimentos e necessidades e procurando conhecer de que forma o movimento cooperativista de trabalho de reciclagem contribui para o possível desenvolvimento dos seus processos de inclusão social.

    Este campo temático encerra com um último artigo, da autoria de Fátima Hartwig e Perpétua dos Santos Silva, intitulado: “A importância do Português como língua de acolhimento na integração de alunos imigrantes e refugiados no Instituto Federal de Brasília – IFB.” Nesse artigo, partindo-se da premissa de que as sociedades contemporâneas são marcadas pela diversidade, pela heterogeneidade e complexidade das relações e dado que, correspondentemente, as instituições educativas são atravessadas por fortes fluxos imigratórios, possuidores de ampla multiplicidade de origens geográficas, de diferenças sociais, culturais e étnicas dos seus estudantes, esse artigo foi perspetivar, no âmbito do Instituto Federal de Brasília (IFB), os desafios que se colocam às instituições educativas com a chegada de alunos imigrantes e refugiados, cuja integração educacional e social é preciso promover.

    Desta forma, encerrar-se-á este número temático que, com diferentes perspetivas e enfoques teóricos e teórico-práticos, procura, para além dos exemplos apresentados, deixar em aberto conjuntos de pistas de investigação para que os seus autores, ou outros no futuro, prossigam no seu aprofundamento.

     

     

    Santarém, 25 de setembro de 2017

     

    Paulo Coelho Dias – Escola Superior de Educação – IPS, Portugal

    Maria Cristina Madeira da Silva – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília, Brasil


    Equipa Técnica

    Carla Bastos

    João Samartinho (EDITOR)

     

  • WORKSHOP DE ARTIGOS CIENTÍFICOS E PROJETOS DA UI-IPS 2017

    EDITORIAL: WORKSHOP DE ARTIGOS CIENTÍFICOS E PROJETOS DA UI-IPS 2017

    Editorial: Workshop on Scientific Articles and Projects of the UI-IPS 2017

     

    João Samartinho

    Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém e Centro de Investigação em Qualidade de Vida, Portugal

    samartinho@esg.ipsantarem.pt

     

    Susana Leal

    Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém e Centro de Investigação em Qualidade de Vida, Portugal

    susana.leal@esg.ipsantarem.pt

     

    Os artigos e resumos publicados neste número especial da Revista da UI-IPS (Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém) resultam das comunicações e posters apresentados no Workshop de Artigos Científicos e Projetos da UI-IPS, que decorreu na Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém, a 7 de junho de 2017.  

    As comunicações e posters do referido workshop concretizaram-se em trinta e dois documentos ora publicados: quinze artigos completos, três resumos alargados e catorze resumos. Os trabalhos publicados evidenciam a investigação desenvolvida pelos docentes e estudantes das cinco escolas do Instituto Politécnico de Santarém: Escola Superior Agrária, Escola Superior de Educação, Escola Superior de Desporto, Escola Superior de Gestão e Tecnologia e Escola Superior de Saúde.

    Os artigos científicos e os projetos enquadram-se nos quatro domínios de investigação da UI-IPS: Ciências Sociais e Humanidades, Ciência Naturais e do Ambiente, Ciências Exatas e da Engenharia, e Ciências da Vida e da Saúde.

    Do domínio das Ciências Sociais e Humanidades apresentam-se três artigos, um resumo alargado e quatro resumos. Os artigos são: (a) “Preservação de habilidades motoras através de estimulação funcional em idosos institucionalizados com Alzheimer” da autoria de Maria Ferreira, Marco Branco e David Catela, (b) “Responsabilidade social numa organização de Economia Social: o caso do Centro Social da Quinta do Anjo” da autoria de Ana Lopes e Susana Leal e (c) “The relationship between human capital, innovation and internationalization of micro and small enterprises: the case of Tagus Valley agri-food supply chain” da autoria de Pedro Oliveira. O resumo alargado corresponde ao trabalho “O auto-conceito e a motivação no 3.º ciclo do ensino básico” de Cátia Fonseca e Sónia Galinha. Os resumos resultam dos posters: “Conceções alternativas em crianças acerca de tópicos de astronomia” de Joana Blindorro e Marisa Correia; “Volto Já: Programa de Intercâmbio Sérior” de Sandra Oliveira, Suana Leal, Carla Vivas, Cláudio Barradas, Ricardo São João, Nuno Jorge, João Nascimento, Maria Regina Ferreira, Also Passarinho, Cristina Santos, Marta Amaral e Ana Isabel Rodrigues; “mulheres da rua. da assimetria entre homens e mulheres na toponímia dos arruamentos de Santarém” de Ana da Silva; e “Otherness” de Ana Torres, Ana da Silva, José Dias e Teresa Pacheco. 

    Do domínio das Ciência Naturais e do Ambiente apresentam-se três artigos, dois resumos alargados e quatro resumos. Os artigos são: (a) “Caracterização do pão tradicional de UL” de Ângela Galvão, Igor Dias, Maria da Conceição Faro, Isabel Torgal, Anabela Matos, Ana Reis, Gabriela Lima, Margarida Oliveira; (b) “Gestão de mercados de proximidade – o desafio de preparar o caminho” de Paula Ruivo e José Carvalho; e (c) “Pickles de frutos e vinagres com adições: desenvolvimento de novos produtos no âmbito do projecto UIIPS-ESAS em tecnologia vinagreira” de Cristina Laranjeira, Maria Ribeiro, Marília Henriques, Maria Oliveira, Maria Lima, Maria Diogo, Paula Ruivo, Ana Ribeiro, Carlos Trindade, José Carvalho, António Raimundo, Maria Faro e Isabel Torgal. Os resumos alargados são: (a) “Avaliação microbiológica de bacalhau salgado seco desfiado refrigerado no comércio retalhista” de Mara Soares e Ana Neves, e (b) “Práticas de produção na indústria alimentar portuguesa” de Maria Adelaide Oliveira e Graça Silva. Os resumos resultam dos posters: (a) “Controlo estatístico do processo numa indústria de condimentos e temperos” de Ana Esteves, Maria Adelaide Oliveira, Ana Paulo e Mariana Pereira; (b) “Impacto da aplicação de proteínas vegetais e extrato de leveduras no perfil químico e aromático de vinho tinto” de Helena Mira, Vasco Costa, Isabel Torgal e Ilda Caldeira; (c) “Used food oils: physical-chemical indicators of quality degradation” de Cristina Laranjeira, Maria Ribeiro, Claudia Ventura, Sara Bermejo, Sara Santos, Maria Lima e Marília Henriques; e (d) “Agrio et Emulsio - new products development” de Cristina Laranjeira, Maria Gabriela Lima, Marília Henriques, Paula Ruivo, Maria Fátima Matos, Helena Mira, António Raimundo, Ana Ribeiro, Carlos Brandão, Nelson Felix, Manuela Guerra, Antónia Macedo, Maria João Carvalho, Ilda Caldeira, Sara Canas, Joana Grácio e Marco Alves.

    No domínio das Ciências Exatas e da Engenharia apresentam-se três artigos e cinco resumos. Os artigos são: “Stigmergic hyperlink's contributes to web search” e “On the evolution of hyperlinking” ambos de Artur Marques; e “Como se aprende num MOOC?” de Teresa Maia e Carmo. Os resumos resultam dos posters: (a) “Google Earth versus GPS: variação de coordenadas” de Albertina Ferreira e Anabela Grifo; (b) “MOOC - Massive Open Online Course: instalação do Android Studio” de Bernardo Moreira, Bernardo Reguinga e João Samartinho; (c) “Massive Open Online Courses (MOOC): Business English” de Jesus Neves, Joaquim Neto, João Samartinho e Maria Pereira; (d) “elearning – um modelo para cursos online: projeto de apoio ao software carsoft” de Pedro Patusco, Pedro Bernardino e João Samartinho; e (e) “MOOC para todos – Excel para principiantes” de Andreea Blidaru, Cátia Sá, Susana Santos e João Samartinho.

    No domínio das Ciências da Vida e da Saúde apresentam-se cinco artigos e um resumo. Os artigos são: (a) “Capacitação dos pais no pós-parto para a promoção da saúde do bebé: revisão sistemática da literatura” de Magdalena Vieira e Alcinda Reis; (b) “Estudo exploratório, a nível biomecânico, das figuras pontapé na lua e marsopa em natação sincronizada” de Telma Torres; (c) “Elderly women’s life styles and levels of physical activity: a pilot study” de David Catela, Carlos Gonçalves, Pedro Santa, Joana Fiúza e Ana Paula Seabra; (d) “Proposta metodológica de ensino na adaptação ao meio aquático” de Ana Cabrita, Andreia Ferrum, Carolina Matos, Dmytriy Martynenko, Rafael Melo, Ana Conceição, Hugo Louro e Marta Martins; (e) “Estigma na doença mental: estudo observacional e piloto em Portugal” d Ricardo São João, Teresa Coelho, Carla Ferreira, Ana Castelo e Maria Massano. O resumo resultou do poster: “Impacto económico da intervenção do enfermeiro na prevenção de lesões por pressão: revisão sistemática da literatura” de Magdalena Vieira.

    Finalmente, enquadrado no âmbito do Programa ERASMUS+ - #Uptake_ICT2Life-cycle: digital inclusion of learners with disadvantage background [Project number 2014-1-PT01-KA200-001084], é apresentado o artigo “Digital literacies for employability- fostering forms of capital online” de Cristina Gomes e Gemma Gilliland.

     


     

    EQUIPA TÉCNICA

     

    Carla Bastos

     

    João Samartinho (EDITOR)

     

    Susana Leal


  • Intervenção Precoce e Educação Especial: Formação & Investigação Centradas nas Práticas

    EDITORIAL: PROBLEMÁTICAS EM INTERVENÇÃO PRECOCE E EDUCAÇÃO ESPECIAL

    Editorial: Early intervention and special education issues

     

    Isabel Piscalho

    Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém

    isabel.piscalho@ese.ipsantarem.pt

     

    Sónia Raquel Seixas

    Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém

    sonia.seixas@ese.ipsantarem.pt

     

    Os artigos aqui publicados integram uma linha de investigação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém (ESES). Numa perspetiva evolutiva, a experiência da ESES em projetos de formação no âmbito da Educação Especial teve início em 1990 com o CESE de Apoio Educativo a Populações Especiais. Seguiram-se os Complementos de Formação para Licenciatura em Educação Especial e os Cursos de Especialização Pós-Licenciatura em Apoio Educativo a Populações Especiais e em Diferenciação Curricular e Apoio à Diversidade. Mais recentemente, em 2008, realizaram-se na ESES, cursos de formação em Educação Especial desenvolvidos pela DGIDC em articulação com as Instituições de Ensino Superior.

    Cerca de vinte anos depois do início da experiência de formação neste domínio, em 2011, a ESES inicia a sua aposta na Pós-Graduação em Necessidades Educativas Especiais no Domínio Cognitivo–Motor e na Pós-Graduação em Intervenção Precoce na Infância, ambas acreditadas como cursos de formação especializada.

    A par destes projetos de formação de professores e educadores, a ESES tem também estado envolvida em projetos nacionais e internacionais no âmbito da Inclusão e das Necessidades Educativas Especiais nomeadamente, a título ilustrativo, no Projeto “Formar para Incluir”, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, no Projeto Europeu TODDLER, financiado pelo programa ERASMUS, no programa de Educação Inclusiva em São Tomé e Príncipe, financiado pela UNICEF e, ainda, no Projeto FIT, financiado pelo Programa Leonardo Da Vinci.

    O presente número da Revista da UIIPS – Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém, com o tema “Perspetivas e Olhares sobre Problemáticas Educativas no âmbito da Intervenção Precoce e Educação Especial”, reúne um conjunto de experiências em torno de processos de investigação desenvolvidos nos últimos dois anos.

    Cabe mencionar que o contexto educativo atual inspirou a escolha do tema deste número, tendo em conta que o alargamento do acesso à escola e a diversidade das populações que a frequentam, colocam novos desafios aos/às profissionais que nela trabalham. Urge uma escola PARA TODOS E PARA TODAS, em que a diversidade seja considerada fonte de enriquecimento, uma escola que seja capaz de promover uma abordagem positiva das diferenças que conduza a níveis mais elevados de inclusão e equidade.

    Os 12 artigos aqui apresentados permitem a análise de uma variedade de perspetivas e metodologias, relevantes para docentes e investigadores/as da área, e são reveladores do envolvimento dos/as autores/as em processos que se basearam na investigação sobre as suas práticas e contextos.

    No primeiro artigo, intitulado “Apoio domiciliário: perspetivas de famílias e educadores”, de Gladys Rodrigues, Sónia Seixas e Isabel Piscalho, deu-se particular relevância ao domicílio enquanto contexto educativo, procurando-se conhecer, numa amostra de educadores de infância que exercem funções nas equipas locais de intervenção precoce e respetivas famílias apoiadas, quais as perceções acerca do apoio domiciliário. Independentemente das várias questões evidenciadas, como a intrusão em contexto domiciliário e o respeito pelos valores e crenças da família, de um modo geral ambos os grupos da amostra realçaram os benefícios do apoio domiciliário.

    Rita Santos, Sónia Seixas e Isabel Piscalho, no seu artigo denominado “Contributos da psicomotricidade na intervenção precoce – estudo de caso”, procuraram identificar os contributos da implementação de um programa de Psicomotricidade numa criança com Perturbação do Espectro do Autismo, a frequentar o jardim de infância. Foram realizados dois momentos de avaliação (antes da implementação do programa e depois da mesma) onde se avaliaram as dimensões da concentração, da comunicação e dos comportamentos inadequados. Após comparação entre estes dois momentos avaliativos, foi possível verificar na avaliação final uma evolução significativa nestas três dimensões.

    O estudo de caso levado a cabo por Carla Cardoso, Sónia Seixas e Isabel Piscalho, de uma criança com hipotonia neonatal, procurou avaliar a importância da família no desenvolvimento da criança, recorrendo a duas entrevistas (à família e às terapeutas que acompanham e intervêm com a criança). Foi considerado como fundamental o envolvimento familiar no desenvolvimento da criança e nos progressos alcançados pela mesma. Ambos os respondentes, consideraram fulcral o trabalho de colaboração constante entre a família e os técnicos de IP, sendo que a primeira se deve assumir como um parceiro ativo.

    “Microcefalia na Intervenção Precoce: estratégias eficazes de intervenção” foi o tema escolhido para o artigo de Susana Sousa, Sónia Seixas e Isabel Piscalho, onde se descreve um estudo de caso com a finalidade de conhecer as estratégias mais eficazes de intervenção em crianças com diagnóstico de microcefalia. Foram entrevistadas três educadores de infância e a família da criança, tendo-se confirmado que a eficácia da intervenção assenta nas principais premissas da Intervenção Precoce, nomeadamente na comunicação, na partilha de informação, na preparação conjunta do trabalho, na atenção aos sistemas individuais e contexto natural, com o objetivo de preparar programas educativos individuais adequados ao perfil de funcionalidade de cada criança.

    Zulmira Caldeira, Sónia Seixas e Isabel Piscalho, centraram-se na análise da intervenção baseada nas rotinas, optando por uma investigação qualitativa, do tipo descritivo, com base em análise documental, e quantitativa com base no tratamento de dados obtidos através da aplicação de um inquérito aos elementos da equipa ELI de Abrantes, Sardoal e Mação, cuja recente implementação da metodologia de trabalho baseada nas rotinas, levantou algumas questões merecedoras de análise e reflexão. Neste trabalho procuraram-se identificar as principais dificuldades sentidas pelos elementos da equipa nesta implementação, nomeadamente as alterações ao nível da equipa e da sua relação com as famílias.

    Por sua vez, Raquel Duque, Isabel Piscalho, Sónia Galinha e Francisco Silva, no artigo “Implementação do decreto-lei n.º 3/2008: perspetivas dos docentes de educação especial”, dão a conhecer as perspetivas de docentes de educação especial de Agrupamentos de Escolas do distrito de Santarém, face à legislação que rege as suas práticas educativas.

    As autoras do artigo “Estratégias de diferenciação pedagógica nas primeiras idades para a construção de uma prática inclusiva”, Bruna Clérigo, Rita Alves, Isabel Piscalho e Maria João Cardona, apresentam uma análise reflexiva, de modo a perceber o que entendem os educadores de infância e professores do 1º CEB sobre a diferenciação pedagógica e como é que implementam essa diferenciação na sua prática dando resposta a uma série de questões de investigação. Como é que fazem a planificação das suas atividades letivas? Como é que organizam o ambiente educativo e que materiais é que preparam tendo em conta os diferentes alunos? Como é que definem a diferenciação pedagógica? Como é que integram as diferenças nas suas práticas educativas? Que tipo de estratégias privilegiam? Que dificuldades encontram na implementação desta prática pedagógica? Que tipo de avaliação elegem perante a diversidade dos seus alunos?

    No artigo “A motivação para a aprendizagem em alunos com currículo específico individual: potencialidades do trabalho projeto”, Maria de Fátima Linguiça, Isabel Piscalho, Sónia Galinha e Francisco Silva, desenvolveram um estudo de natureza qualitativa onde utilizam o trabalho de projeto como medida organizativa de escola que almeja caminhos de plena inclusão para alunos com CE, e averigua se, num ambiente de aprendizagem tecnologicamente enriquecido, se revela potenciador da motivação.

    O artigo intitulado “O projeto orquestra geração e a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais”, da autoria de Joana Silveira, Isabel Piscalho, Sónia Pereira e Francisco Silva, debruça-se sobre a forma como a música de orquestra pode contribuir para a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais, tendo como objeto de investigação o projeto Orquestra Geração.

    Vera Lúcia Oliveira, Isabel Piscalho, Sónia Galinha e Francisco Silva, com o artigo intitulado “(Des)continuidades educativas entre as unidades de ensino estruturado para crianças com perturbações do espectro do autismo em sala de aula”, procuraram analisar a existência de continuidade educativa entre as Unidades de Ensino Estruturado e as Salas de Aula e que forma assume. Para tal, foram realizadas entrevistas a três professores do 1.º ciclo do Ensino Básico e à Professora de Educação Especial, tendo-se salientado em particular a comunicação entre ambos.

    “A Inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) no ensino secundário: as atitudes dos encarregados de educação de alunos sem NEE e com NEE”, constitui o foco do artigo de Marta Maria Santos, Isabel Piscalho, Sónia Galinha e Francisco Silva. Nele pretenderam-se compreender as atitudes dos Encarregados de Educação (EE) perante a inclusão.

    Por fim, da autoria de Maria Margarida Marques, Isabel Piscalho, Sónia Galinha e Francisco Silva, o artigo “Relação profissional professor do ensino secundário-professor de educação especial: prática pedagógica com alunos com NEE”, reflete sobre a importância da última, na qualidade das práticas pedagógicas desenvolvidas com alunos com NEE.

    Ao anunciar, de forma breve, os temas que compõem este número, esperamos ter oferecido aos/às leitores/as, motivos para a sua leitura e apropriação e que, daí, resultem possibilidades de pensar e construir a Equidade e a Inclusão nos vários contextos educativos.

     

    Boa(s) leitura(s).

    As organizadoras do número,

    Isabel Piscalho e Sónia Seixas

     

    EQUIPA TÉCNICA

    João Samartinho (Editor)

    Carla Bastos

  • Número Especial - II Congreso de Red de Cooperación entre Instituciones de Enseñanza Superior ACINNET

     

    PRESENTACIÓN

    La Universidad Autónoma de Encarnación, Paraguay, ha sido sede del II Congreso de Red de Cooperación entre Instituciones de Enseñanza Superior (ACINNET), II ENCUENTRO DE INVESTIGADORES, V ENCUENTRO DE TESISTAS y VIII SEMANA INTERNACIONAL DE CIENCIAS EMPRESARIALES. Las actividades expositivas tuvieron como sede central al Nuevo Campus Urbano de la UNAE, del 4 al 7 de mayo de 2016.

    El Congreso contó con 1872 inscriptos, 200 participantes del extranjero y presencia de sus máximas autoridades: el Prof. Stefano Barra Gazzola, rector del Grupo Educacional UNIS de Varginha Brasil y la Dra. Nadia Czeraniuk, rectora de la UNAE. Los miembros de la red presentes en Paraguay fueron: el Ing. René Polo – UCATEC - Bolivia, Mg. Horacio Brozzi, UAI - Argentina Dra. Alexandra Albuquerque, ISCAP - Portugal, Dr. Olimpio Castilho, ISCAP - Portugal, Dra. Isabel Barroso - IPS - Portugal, Prof. Felipe Flausino Oliveira, UNIS - Brasil, Prof. Dr. Hélder Pereira, IPS - Portugal, Ing. Luis Franchi - UAI - Argentina, Dr. Edgardo N. De Vincenzi - UAI - Argentina, Dr. Claudio Ruff - UBO - Chile, Hernán Silva, UBO - Chile, Enrique Moreno, Finis Terrae-Chile.

    La UNAE fue elegida anfitriona para recibir a más de 200 estudiantes, docentes e investigadores que permanecieron durante una semana conociendo el Departamento de Itapúa y participando de una gran variedad de conferencias y encuentros científicos. Las conferencias fueron libres, gratuitas y abiertas a todo público, previa inscripción em línea en www.unae.edu.py. El congreso contó, además, con su propia página web en www.unae.edu.py/acinnet. Se ofrecieron 137 conferencias libres en torno a diversos ejes, desarrolladas durante los días 5 y 6 de mayo.

    En el día jueves 5 de mayo de 2016, se desarrolló el segundo día del congreso con una agenda de visitas y conferencias. El día arrancó con una reunión oficial entre la Municipalidad de Encarnación, representada la Municipalidad por el Arq. Jorge Hrisuk, presidente de la Junta Municipal y los miembros de la Red, donde éstos recibieron el reconocimiento de “visitantes dilectos” de la Ciudad de Encarnación. Se efectuó la reunión agendada con el Gobernador de Itapúa, el Dr. Luis Gneiting, en la que también estuvo presente el Pte. de la Junta Departamental, Abog. Gustavo Miranda.

    El marco del Congreso se realizó el II Encuentro de Investigadores y V Encuentro de Tesistas que congregó por su parte a 450 participantes en dos días de presentación, intercambio, discusión de investigaciones conforme con los ejes temáticos propuestos:

    ■ Ciencia, Tecnología e Innovación para la inclusión social

    ■ Educación y Desarrollo Humano

    ■ Desarrollo Regional

    ■ Docencia y Gestión Universitaria

    ■ Comercio Internacional

    ■ Agro negocios

    ■ Ciudadanía y Participación

    ■ Vigilancia y Promoción de la Salud

    ■ Emprendedurismo e Innovación

    ■ TIC e Innovación

    ■ Innovación Educativa

    ■ Turismo e Industrias Culturales

    ■ Universidad-Sociedad: identidad y participación

    ■ El derecho, su práctica y contribución al desarrollo de la sociedad.

     

    Se presentaron 140 trabajos de investigadores y 37 de Tesistas en la modalidad Comunicación Oral presencial y 12 en Comunicación Virtual, así como 25 en modalidad póster. Participaron estudiantes y docentes investigadores de las universidades miembros de ACINNET: UNIS - Brasil; UAI - Argentina; UBO y FINIS TERRAE - Chile; ISSCAP - Portugal y UNAE - Paraguay, así como de otras universidades que se sumaron: UNaM y Gastón Dachary - Argentina; UNIJUI-Brasil; UNI-Paraguay. Se destacó la participación de un grupo de docentes y estudiantes de la UNCA, Caaguazú, Paraguay.

    La actividad contó con el auspicio académico y la participación entre los investigadores, del Dr. Sergio Duarte Masi, Coordinador del Programa PROCIENCIA del Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (CONACYT) y la Ing. Jenny Cáceres por el Centro de Información Científica del CONACYT (CICCO).

    El Congreso se extendió hasta el 7 de mayo con diversas actividades que incluyeron conferencias, reuniones oficiales, intercambio científico, festivales interculturales, actividades deportivas, tours turísticos, excursiones y visitas guiadas a empresas. Asimismo, los visitantes extranjeros fueron recibidos por las autoridades de las Municipalidades de Encarnación y Bella Vista.

    El presente es un número especial de la Revista de la UIIPS dedicada a la Publicación de artículos presentados por los investigadores participantes del Encuentro de Investigadores, seleccionados conforme a los criterios de publicación solicitados para el Congreso y por la Revista de la UIIPS.

    El Comité Académico del II Encuentro de Investigadores agradece muy especialmente el apoyo de la UIIPS para la concreción de esta publicación.

     

    Comité Académico Editorial

    Mirtha Dalila Lugo

    Karen López

    Omar Almada

    Fabricio Pelloso Piurcosky

    Rita Thiebeaud

    Fátima Garay

    Yrma Bocian

    Marlene Ramirez

    Felipe Flauzino de Oliveira

    Pedro dos Santos Portugal Junior

     

    Equipa Técnica de la Revista UIIPS

    Carla Bastos

    João Samartinho

  • Número Especial - Terapêuticas Não Convencionais

    Editor Principal: António Moreira  - Docente na Escola Superior de Desporto de Rio Maior - Instituto Politécnico de Santarém, Especialista em Medicina Chinesa pelo Instituto Ciências Biomédicas Abel Salazar – UP

     

    Conselho Editorial:

    Alexandra Ferreira Martins - Mestre em Ciência Política pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas (ISCSP) Pós-Graduada em Medicina Chinesa pelo Instituto Van Nghi.

    Ana Varela - Docente na Escola Medicina Tradicional Chinesa, Mestre em Clínica pela Universidade de Medicina Chinesa de Nan Jing,

    Carlos Campos Ventura - Coordenador e Docente no Instituto Piaget, dos cursos de Pós-graduação em Fitoterapia

    Jorge Pereira Machado - Professor Associado do ICBAS - UP, Diretor do Curso de mestrado em Medicina Tradicional Chinesa

    Pedro Albuquerque -  Especialista em Medicina Tradicional pelo Pólo da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Chengdu em Portugal. Pós-graduado nas Universidades de Medicina Chinesa de BeiJing, GuangDong e ChengDu (China). Mestrando na Universidade de Westminster (Londres)

    Pedro Vaz - Licenciado em Cardiopneumologia pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra - Especialista em Medicina Tradicional Chinesa pelo Pólo da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Chengdu em Portugal.

     

     

    EDITORIAL

    A publicação dum número de uma revista científica nunca é uma tarefa fácil, mas quando esse número versa sobre as terapêuticas não convencionais (TNC’s) várias razões contribuem para tornar essa tarefa ainda menos fácil.

    Esta publicação só foi possível graças a abertura manifestada pelo Conselho Científico da Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém e à colaboração dos colegas membros do conselho editorial, sem os quais não seria possível seleccionar e rever todos os artigos recebidos.

    Num momento crucial para a afirmação das TNC’s em Portugal, num momento em que o nosso País, se prepara para finalizar uma regulamentação pioneira e exemplar, queremos salientar o esforço de todos os envolvidos neste processo e não podemos por isso deixar de sentir a responsabilidade que cabe à construção do conhecimento pela publicação de artigos sejam eles de cariz clínico ou científico.

    Os paradigmas delimitadores da construção do conhecimento estão em permanente transformação, e a compreensão e explicação dos fenómenos com base exclusivamente num paradigma positivista, progressista há 200 anos atrás, torna-se nos nossos dias num paradigma conservador a precisar de revisão, sujeito à critica racional, obviamente, e longe de poder ser considerado o padrão de ouro da investigação e da construção do conhecimento, como o foi para as ciências naturais durante todo o séc. XX.

    As TNC’s não podem viver sobre um espectro de misticismo e obscurantismo, e como tal devem ser trazidas para a via da reflexão e do confronto científico.

    Hoje, já não é o uso das TNC’s, nomeadamente das técnicas da Medicina Tradicional Chinesa, que está sobre o crivo da ciência, esse uso afirma-se numa procura cada vez maior de alguns procedimentos desta medicina, subjacentes a uma matriz de interpretação do conhecimento que escapam a um modelo biomédico de explicação do funcionamento do ser humano.

    Hoje precisamos que a racionalidade, assente na observação (efectuada sob critérios de objectividade) e na verificação da consistência dos resultados dos procedimentos clínicos efectuados, permita a sua afirmação, contribuindo dessa forma para uma verdadeira transformação social, possibilitando ganhos quer numa perspectiva do individuo, melhorando a sua qualidade de vida e potenciando que o aumento da esperança de vida corresponda a mais anos de vida vividos com autonomia e qualidade; quer numa perspectiva da sociedade, através da luta, entre outras, contra as doenças de características crónicas e/ou degenerativas associadas a um envelhecimento da população, com menos efeitos iatrogénicos dos tratamentos, e maior sustentabilidade dos diversos sistemas de apoio social, nomeadamente do sistema nacional de saúde.

    Sem pretensiosismos, e com a insipiência do pioneirismo, achamos que este pode ser um modesto contributo para sujeitar o conhecimento ao contraditório, seja na forma de conhecer, compreender, ou justificar uma intervenção, ou os mecanismos explicativos da sua eficácia ou da falta dela.

    Por isso desejamos que este número especial seja o embrião de uma ou mais futuras publicações, periódicas e indexadas, com uma estrutura editorial melhorada, e agradecemos penhoradamente a todos os que contribuíram para que este número pudesse ver a luz, nomeadamente aos autores dos artigos ora publicados.

    António Moreira

     

    Equipa Técnica da UIIPS

    Carla Bastos

    João Samartinho

  • Número Especial do Congresso

    CONGRESSO “Investigação em Qualidade de Vida, Inovação e Tecnologia”, 11 e 12 de Fevereiro de 2016, Rio Maior, Portugal

    Em 2014, o Instituto Politécnico de Santarém, em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria, criaram o Centro de Investigação em Qualidade de Vida (CIEQV). A Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém decidiu assim associar as temáticas de investigação e desenvolvimento do CIEQV ao seu 3º Congresso.

    COMISSÃO CIENTÍFICA DO CONGRESSO

    Ana Neves (CIEQV / IPSantarém), Ana Teresa Conceição (CIEQV / IPSantarém), António Azevedo (CIEQV / IPSantarém), António Vences de Brito (UIIPS / CIEQV), Artur Amaral (UIIPS), Carla Borrego (CIEQV / IPSantarém), Carlos Silva (CIEQV / IPSantarém), David Catela (CIEQV / IPSantarém), Hélia Dias (UIIPS), Hugo Menino (CIEQV / IPLeiria), Isabel Barroso (UIIPS), João Brito (CIEQV / IPSantarém), João Moutão (UIIPS), João Samartinho (UIIPS / CIEQV), Jorge Justino (CIEQV / IPSantarém), José Amendoeira (UIIPS), José Rodrigues (CIEQV / IPSantarém), Luís Cid (UIIPS), Luís Coelho (CIEQV / IPLeiria), Maria Barbas (UIIPS), Maria Isabel Dias (CIEQV / IPLeiria), Maria Isabel Varregoso (CIEQV / IPLeiria), Maria João Cardona (UIIPS), Marília Henriques (UIIPS / CIEQV), Marina Rodrigues (CIEQV / IPLeiria), Martinho Vicente Rodrigues (CIJVS), Paula Ruivo (UIIPS / CIEQV), Sónia Morgado (UIIPS / CIEQV), Susana Colaço (UIIPS), Susana Leal (UIIPS / CIEQV)

  • Número Especial do Congresso

    CONGRESSO “Investigação em Qualidade de Vida, Inovação e Tecnologia”, 11 e 12 de Fevereiro de 2016, Rio Maior, Portugal

    Em 2014, o Instituto Politécnico de Santarém, em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria, criaram o Centro de Investigação em Qualidade de Vida (CIEQV). A Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém decidiu assim associar as temáticas de investigação e desenvolvimento do CIEQV ao seu 3º Congresso.

    COMISSÃO CIENTÍFICA DO CONGRESSO

    Ana Neves (CIEQV / IPSantarém), Ana Teresa Conceição (CIEQV / IPSantarém), António Azevedo (CIEQV / IPSantarém), António Vences de Brito (UIIPS / CIEQV), Artur Amaral (UIIPS), Carla Borrego (CIEQV / IPSantarém), Carlos Silva (CIEQV / IPSantarém), David Catela (CIEQV / IPSantarém), Hélia Dias (UIIPS), Hugo Menino (CIEQV / IPLeiria), Isabel Barroso (UIIPS), João Brito (CIEQV / IPSantarém), João Moutão (UIIPS), João Samartinho (UIIPS / CIEQV), Jorge Justino (CIEQV / IPSantarém), José Amendoeira (UIIPS), José Rodrigues (CIEQV / IPSantarém), Luís Cid (UIIPS), Luís Coelho (CIEQV / IPLeiria), Maria Barbas (UIIPS), Maria Isabel Dias (CIEQV / IPLeiria), Maria Isabel Varregoso (CIEQV / IPLeiria), Maria João Cardona (UIIPS), Marília Henriques (UIIPS / CIEQV), Marina Rodrigues (CIEQV / IPLeiria), Martinho Vicente Rodrigues (CIJVS), Paula Ruivo (UIIPS / CIEQV), Sónia Morgado (UIIPS / CIEQV), Susana Colaço (UIIPS), Susana Leal (UIIPS / CIEQV)

  • Revista da ESES

    Conselho Editorial deste número:

    Maria Barbas
    Susana Colaço
    Maria João Cardona
    Com o apoio de Helena Val

  • Número Especial da Rede ACINNET

    Número Especial da Revista da UIIPS dedicada à Rede de Cooperação entre Instituições de Ensino Superior (ACCINET - Universidad Abierta Interamericana – UAI (Argentina), Centro Universitário do Sul de Minas – UNIS-MG (Brasil), Universidad Finis Terrae – UFT (Chile), Universidad Bernardo O’Higgins – UBO (Chile), Universidad Autónoma de Encarnación – UNAE (Paraguai), Instituto Politécnico do Porto (Portugal) e Instituto Politécnico de Santarém – IPSantarém (Portugal)).

    Editor Chefe
    Fabricio Pelloso Piurcosky - Grupo Educacional Unis

    Editores

    Pedro Sequeira - IPSantarém
    Anabela Mesquita - IPP
    Paula Peres - IPP
    Paulino Silva - IPP
    Isabel Barroso - IPSantarém
    Mario Lattuada - UAI
    Rodrigo Ascanio Ramirez Tagle - UBO
    Ariadna Guaglione - UAI
    Nilton dos Santos Portugal

    Revisores

    Dr. Danillo Barbosa - Unis - Brasil
    Dr. Guaracy Silva - Unis - Brasil
    Ms. Jeferson Vinhas Ferreira - Unis - Brasil
    Ms. Pedro dos Santos Portugal Junior - Unis - Brasil
    Dr. Clara Ribeiro - ISCAP - Portugal
    Dr. Erondina Leal Barbosa - Unis - Brasil
    Dr. Nelson Delu Filho - Unis - Brasil
    Ms. Eduardo Henrique Ferroni - Unis - Brasil
    Ms. Armando Belato - Unis - Brasil
    Ms. Hugo Rodrigues Vieira - Unis - Brasil
    Ms. Nancy Silva - Unis - Brasil
    Dr. Kleber Mariano Ribeiro - Unis - Brasil
    Ms. Isabel Barroso - IP-Santarém - Portugal