RESISTÊNCIAS AOS ANTIMICROBIANOS: FLAGELO SOCIOECONÓMICO DO SÉCULO XXI

  • Nádia Grincho Unidade de Saúde Familiar Planalto
  • Filipe Mateus Secretaria Geral do Ministério da Economia
  • Paula Silva Centro Hospitalar do Oeste
  • Hugo Sousa Unidade de Saúde Familiar D. Sancho I
Palavras-chave: agentes de mudança, impacto económico, resistências aos antimicrobiano

Resumo

O uso inadequado de antimicrobianos promoveu bactérias multirresistentes. Estima-se que em 2050, morrerão na Europa anualmente cerca de 390 mil pessoas e 10 milhões em todo o mundo, em consequência direta das resistências aos antimicrobianos (RAM) (DGS, 2016).

É um desafio económico/social que obriga a uma abordagem holística e multissectorial, adequando o uso de antibióticos ao mínimo indispensável.

De acordo com a European Antimicrobial Resistance Surveillance Network (EARS-Net), Portugal apresenta uma taxa elevada de resistência bacteriana aos antimicrobianos pelo que o Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e RAM, tem como objetivos prioritários a redução da taxa de infeção associada aos cuidados de saúde, a promoção do uso correto de antimicrobianos e a diminuição da taxa de microrganismos com RAM.

Os objetivos deste projeto são: 1) Reflexão sobre o impacto do consumo e RAM; 2) Identificar medidas implementadas para reduzir as RAM promovendo o seu uso racional; 3) Compreender o papel dos Profissionais de Saúde como agentes de mudança na sustentabilidade do SNS.

Foi realizado uma pesquisa bibliográfica nas principais bases.

Concluímos que os principais agentes de mudança são os médicos, no cumprimento rigoroso das NOCS; a indústria farmacêutica adequando o número de embalagens do antibiótico à prescrição.

Publicado
2020-01-22