Hemangioendotelioma da Parótida: um Diagnóstico Imagiológico Incomum

  • Gisela Rio Serviço de Radiologia, Hospital de Braga
  • Nuno Almeida Costa Serviço de Radiologia, IPO do Porto
  • João Soares Fernandes Serviço de Neurorradiologia, Hospital de Braga
  • Helena Torrão
  • Pedro Oliveira Silva Serviço de Radiologia, Hospital de Braga

Resumo

 Tumores não inflamatórios das glândulas salivares são extremamente raros em crianças. O hemangioendotelioma da glândula parótida é, no entanto, o tumor mais comum das glândulas salivares na infância, representando cerca de 50% dos casos.

O exame físico é geralmente diagnóstico nos casos típicos e os exames de imagem podem auxiliar no diagnóstico nos casos mais difíceis.

 Apresentamos o caso de uma criança de 1 mês e 18 dias de idade com tumefação submandibular direita indolor, de início súbito. A ecografia demonstrou uma área hipoecogénica com aumento da vascularização que poderia representar um processo inflamatório /infeccioso ou uma malformação vascular. A Ressonância Magnética realizada posteriormente demonstrou uma formação lobulada que substituía praticamente toda a glândula parótida e confirmou a suspeita de hemangioendotelioma. A criança iniciou o tratamento com propanolol e a tumefação diminuiu consideravelmente.

Este caso ilustra uma apresentação atípica de um hemangioendotelioma parotídeo, uma vez que não existe envolvimento da pele suprajacente à lesão, dificultando desta forma o diagnóstico.

Conhecer as características imagiológicas do hemangioendotelioma da parótida é por isso essencial para se chegar ao diagnóstico imagiológico e evitar biópsias desnecessárias.

Publicado
2019-09-11
Secção
Casos Clínicos