Embolização Transarterial no Controlo de Hemorragia de Tumores Hepáticos: Experiência de 15 Anos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25748/arp.44911

Palavras-chave:

Embolização transarterial, Neoplasias hepáticas, Carcinoma hepatocelular, Hemorragia espontânea, Radiologia de Intervenção, Controlo hemorrágico

Resumo

Introdução: A hemorragia espontânea de tumores hepáticos é uma situação rara mas potencialmente fatal. A embolização transarterial tem emergido como uma abordagem eficaz para o controlo da hemorragia ativa neste contexto.

Objetivo: Descrever a experiência de um hospital terciário na abordagem endovascular de hemorragia ativa associada a tumores hepáticos, com foco no desfecho clínico e técnico.

Métodos: Estudo retrospectivo com 28 casos consecutivos tratados por embolização transarterial, entre Janeiro de 2009 e Dezembro de 2024. Foram analisadas variáveis demográficas, tipo de tumor, técnica de embolização, recidiva hemorrágica e mortalidade a 30 dias e a 12 meses.

Resultados: A maioria dos doentes era do sexo masculino (85,7%), com idade média de 66 anos (9 a 94 anos). O diagnóstico mais frequente foi de carcinoma hepatocelular (n=24), seguido de adenoma hepático (n=2) e metástase hepática (n=2). A embolização foi realizada com partículas de ácido pulvilínico em 16 casos, microcoils em 2 casos, associação de partículas e microcoils em 9 casos e combinação de partículas e cianoacrilato:lipiodol em 1 caso. Houve um caso de recidiva hemorrágica. Não houve registo de complicações imediatas relacionadas com a intervenção. A mortalidade a 30 dias foi de 39% (n = 11) e a 12 meses de 50% (n = 14). Todos os doentes que faleceram apresentavam tumores malignos.

Conclusão: A embolização mostrou-se uma abordagem eficaz no controlo da hemorragia de tumores hepáticos, com baixa taxa de recidiva hemorrágica e bom perfil de segurança. A patologia subjacente é determinante no prognóstico vital, que é reservado nos doentes oncológicos.

Publicado

2026-08-19

Edição

Secção

Artigos Originais