As radiações e a formação de uma ecologia institucional da medicina do cancro em Portugal (1912-1948)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.2020237.01

Palavras-chave:

cancro, rádio, economia das radiações, objetos-fronteira, ecologia institucional

Resumo

Os estudos da radioatividade e o impulso científico e industrial associado à produção de radiações marcaram profundamente a medicina portuguesa no começo do século xx. Neste artigo explora-se o modo como uma noção biomédica do cancro emergiu nessa época, intimamente associada ao desenvolvimento de uma “economia das radiações” que se apoiava nos usos clínicos e
científicos da radioatividade. Argumenta-se que essa economia se baseou em ambos os conceitos de “cancro” e de “radiações”, que se constituíram como objetos de fronteira, capazes de sustentar, no caso português, uma nova ecologia institucional da medicina através do seu potencial mediador entre diversos interesses políticos, científicos, médicos e industriais.

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Publicado

2021-02-09

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Artigos