Estratégias sindicais face à liberalização: lições dos setores metalúrgico e têxtil portugueses desde a introdução do Código do Trabalho de 2003
DOI:
https://doi.org/10.31447/35474Palavras-chave:
negociação coletiva, dualização, liberalização, sindicatosResumo
Nas ciências sociais, os investigadores descrevem os sindicatos ou como facilitadores de processos de liberalização a dois níveis ou como organizações solidárias que rejeitam totalmente a liberalização. Este artigo tem como objetivo compreender o que determina as diferentes estratégias adotadas pelos sindicatos em resposta à liberalização. O foco é colocar as estratégias dos sindicatos setoriais portugueses nas indústrias metalúrgica e têxtil face à reforma liberalizante da negociação coletiva em 2003. Os resultados obtidos através da análise de conteúdo e entrevistas demonstram a importância dos fatores ideológicos, do contexto institucional-setorial e da agência individual na definição e diferenciação da forma como os sindicatos abordam a liberalização.
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