A "espantosa realidade" de uma nova Idade Média
DOI:
https://doi.org/10.31447/39704Palavras-chave:
História, Idade Média, historiografia, investigação, ediçãoResumo
A historiografia portuguesa foi durante décadas marcada por uma concepção dominante que associava a História aos ideais nacionalistas e conservadores da Ditadura do Estado Novo (1933-1974). O período medieval merecia uma especial atenção nessa modelação ideológica por ser considerado o das “origens da Nação”. A partir das décadas de 1960 e 1970 começaram a surgir sinais pontuais de renovação que procuravam incorporar os avanços metodológicos e conceptuais das melhores práticas da historiografia internacional. Mas foi com a revolução de 25 de Abril de 1974, com o fim da Ditadura e o estabelecimento das liberdades de pensamento, expressão, discussão, organização, investigação e publicação que se assistiu em Portugal a um enorme progresso quantitativo e qualitativo na investigação e na divulgação de uma “Nova Idade Média”.
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