Ferreira Dias e a constituição da Companhia Nacional de Electricidade

Autores

  • Maria Fernanda Rollo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica da Lisboa https://orcid.org/0000-0002-2249-7279
  • José Maria Brandão de Brito Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica da Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.1996136.04

Palavras-chave:

produção de electricidade, empresas produtoras, Portugal

Resumo

Definitivamente decidido que a principal fonte energética nacional não podia ser outra senão a que derivava do aproveitamento dos rios portugueses para a produção de electricidade, a Lei n.° 2002, de 26 de Dezembro de 1944 (electrificação do país), consagrou formalmente a opção tomada. Aliás, a lei não só definiu em grandes linhas os parâmetros da electrificação nacional, como postulou uma solução empresarial de economia mista para a organização da rede eléctrica primária. É neste quadro que se constituem em finais de 1945 as duas primeiras grandes empresas produtoras, Hidroeléctrica do Cávado e Hidroeléctrica do Zêzere, e que para fazer a distribuição se constitui em 1947 a CNE - Companhia Nacional de Electricidade, à qual é outorgada a «concessão para o estabelecimento e exploração de linhas de transporte e subestações destinadas à interligação dos sistemas do Zêzere e do Cávado [...]». Cinco anos decorreram até que a sociedade constituída em 1947 viesse a ser formalmente inaugurada em 12 de Julho de 1952, sendo seu presidente o engenheiro J. N. Ferreira Dias Jr. Uma década passada, e demonstrando a sua importância como empresa estratégia no contexto português, passavam pelas suas linhas mais de três quartos de toda a energia eléctrica produzida em Portugal.

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Publicado

1996-06-28

Como Citar

Rollo, M. F. ., & Brandão de Brito, J. M. (1996). Ferreira Dias e a constituição da Companhia Nacional de Electricidade. Análise Social, 31(136_137), 343–354. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1996136.04