A intervenção política dos vinhateiros no século XIX
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1996136.08Palavras-chave:
sector vitivinícola nacional, alterações no século XIX, reordenamento da carta vinícola nacionalResumo
O sector vitivinícola nacional conheceu profundas alterações no decurso do século XIX decorrentes do alargamento da área da vinha e da sua expansão e intensificação fora do Douro, das doenças que devastaram as vinhas, do comportamento dos mercados e das modificações introduzidas na sua organização económica. Assim, a carta vinícola nacional sofreu um reordenamento, ficando praticamente definida em finais do século XIX, e o crescimento da produção vinícola, e nesta particularmente a de vinhos comuns, colocou novos problemas de sobreprodução, comercialização e escoamento do vinho, condicionaram, em parte, a adopção de sucessivas medidas proteccionistas e liberalizadoras do sector, mas contribuíram para a diversificação dos mercados externos dos vinhos portugueses. Num sector económico com o peso que este tinha, e num contexto que é, simultaneamente, de expansão geral da viticultura e de crise ou crises mais ou menos acentuadas e prolongadas, a questão vinícola está, forçosamente, na «ordem do dia». Neste contexto, pretende-se destacar os temas mais recorrentes no debate político oitocentista em torno das questões vinícolas, considerando os interesses que lhe estavam subjacentes, as relações de força e os principais protagonistas.

