Política e economia: o Estado Novo, os latifundiários alentejanos e os antecedentes da EPAC
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1996136.10Palavras-chave:
Estado Novo, política trigueira, relação com os latifundiários alentejanos, Empresa para a Agroalimentação e CereaisResumo
Procura-se mostrar neste texto que a ideia comummente defendida de que o Estado Novo apoiou e se apoiou muito nos latifundiários alentejanos não pode ser defendida sem qualificações. Através da história da Federação Nacional dos Produtores de Trigo e do Instituto dos Cereais mostra-se que, pelo menos, desde o início da Segunda Guerra Mundial a política trigueira do Estado Novo não foi favorável aos agricultores alentejanos de maneira muito óbvia. Mostra-se ainda como aquelas instituições, inicialmente pensadas como uma espécie de sindicatos dos produtores trigueiros, se foram convertendo em organismos estatais cada vez mais pesados e distantes dos agentes que supostamente representavam. No final sugere-se que a sua transformação em empresa pública, ocorrida depois de 25 de Abril de 1974, foi de certo modo anunciada pela sua evolução durante o Estado Novo.

