Os Burnay no vidro, ou um monopólio que não chegou a existir
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1996136.11Palavras-chave:
indústria vidreira portuguesa, Burnay, reestruturação industrialResumo
Na viragem para o século XX, Burnay, o principal financeiro português, envolveu-se em mais um episódio de reestruturação industrial. Desta vez escolheu a indústria vidreira como objecto da sua atenção e definiu, com os seus parceiros, o objectivo de a transformar num monopólio, como garantia da realização de elevados lucros. Para isso usou, como instrumento, o poder financeiro da sua casa, a inovação tecnológica e a introdução de novos métodos de gestão. Comprou fábricas e empresas e encerrou outras. Aplicou o conceito de sinergia na gestão da sua empresa. Introduziu novas tecnologías e investiu. Sempre, muito, porventura demasiado. E não conseguiu atingir o objectivo de transformar a indústria num monopólio. Ao cabo de vinte anos, os seus sucessores desistiram, derrotados até pelo azar da guerra. Como e porquê?

