A construção residencial em Lisboa: evolução e estrutura empresarial (1860-1930)
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1996136.15Palavras-chave:
ritmos de construção residencial, Lisboa, 1860-1930, promoção imobiliária, estrutura empresarial, crescimento urbanoResumo
O estabelecimento dos ritmos de construção residencial em Lisboa entre 1860 e 1930 constitui o ponto de partida desta comunicação. Em seguida aborda-se a estrutura empresarial da promoção imobiliária. Os resultados revelam um grau extremo de dispersão das iniciativas empresariais, superior a tudo o que se conhece para outras capitais ou grandes cidades europeias. Para a esmagadora maioria dos operadores no sector a construção residencial é uma actividade ocasional, periférica a outros interesses profissionais, que visa transformar a sua condição de proprietários do solo urbano em fonte adicional de rendas. A imagem de reduzida especialização no domínio dos empreendimentos imobiliários para construção residencial acentua-se quando se observa o fracasso das tentativas de promover sociedades imobiliárias dotadas de um suporte financeiro mais amplo e potencialmente geradoras de uma presença mais continuada no sector. Por último, as razões para a extrema dispersão neste sector são procuradas não apenas nas características peculiares da construção residencial para lidar com as condições de incerteza e de variabilidade do mercado imobiliário, mas também nas condições que marcaram o crescimento urbano de Lisboa entre 1860 e 1930.

