"Que farei eu com esta espada?"
Imagens da temporalidade histórica entre o Estado Novo e o cinema militante de João César Monteiro
DOI:
https://doi.org/10.31447/39914Palavras-chave:
Imagem, Temporalidade, Estado Novo, Cinema, 25 de AbrilResumo
A Revolução do 25 de Abril implicou radicais mudanças de consciência e identidade entre a população portuguesa, colocando em causa décadas de construção de imaginários históricos por parte do Estado Novo – processo no qual as artes visuais desempenharam um papel fundamental. Numa comparação com alguns momentos das Comemorações Centenárias (1940), este artigo procura analisar uma das primeiras recuperações de um imaginário medievalizante no período pós-revolucionário: o filme Que Farei eu com esta Espada? (1975) de João César Monteiro. Em contraste com as apropriações historicistas da ditadura, este salto para o passado, agora “sob o céu livre da história” (Benjamin, 2010), arrancava da continuidade temporal uma imagem anacrónica e alegórica da redenção de um “povo” definido através da sua atividade revolucionária.
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