Espaços de herança cultural portuguesa – gentes, factos, políticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.1988100.10

Palavras-chave:

ascendência cultural portuguesa, património comum, emigração portuguesa

Resumo

O objecto da presente análise é a fracção de população de ascendência cultural portuguesa que se situa fora do nosso território pátrio: diversa pelas nacionalidades, pelos espaços de implantação, pelas prevalências linguísticas aí vigentes. Postula-se como desejável a máxima aderência possível de todos esses grupos ou comunidades a uma ideia de cultura própria e minimamente coesa, nascida das raízes ancestrais de uma evolução com origem comum e futuro confluente. Na vertente linguística, tal propósito de unidade terá reflexos em políticas de defesa e de expansão da língua, traduzidas por um maior esforço no seu ensino e difusão; no foro da inter-relação entre os países e comunidades que se reclamam dessa origem cultural comum (em contraposição às alteridades que os cercam), as soluções encontram-se em cooperações horizontais, nos campos político, social, económico, cultural. Em qualquer caso, o esforço principal deverá recair na criação de uma vontade generalizada de defesa de um património comum, por divergentes que sejam as soberanias ou ideologias que em cada espaço vigoram.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

1988-03-30

Como Citar

Rocha-Trindade, M. B. (1988). Espaços de herança cultural portuguesa – gentes, factos, políticas. Análise Social, 24(100), 313–351. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1988100.10

Edição

Secção

SOBRE HERANÇAS E REALIDADES DA CULTURA PORTUGUESA