Do Estado obsoleto à nação democrática (Portugal na periferia europeia na segunda metade do século XX)
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198691.02Palavras-chave:
regime político português, ditadura, democraciaResumo
Um regime politico-económico vocacionado para o equilíbrio rotineiro, e não para a «destruição criadora» de que falou Schumpeter ao caracterizar a lógica do desenvolvimento capitalista, manteve um obsoleto império colonial até ao limite da sua viabilidade histórica. No plano interno manteve igualmente uma obsoleta relação social, quer entre as classes trabalhadoras e o Estado, quer entre os cidadãos e o poder político. Consolidado numa conjuntura de grande crise mundial, veio a desmoronar-se quando, de novo, uma grande crise económica veio findar uma fase de expansão económica sem precedentes nos capitalismos centrais. Estruturado na época duma vaga de regimes totalitários na Europa, findou quando se desmoronaram também as últimas ditaduras do Sul europeu. O autor tenta explicar estas aparentes «coincidências» históricas, enquadrando-as numa visão panorâmica da evolução de Portugal na periferia europeia, desde os anos 50 deste século até à actualidade.

