Comentários críticos sobre a casa e a família no Alto Minho rural
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198481.05Palavras-chave:
concelho de Ponte da Barca, 1978-1982, relação entre casa e família, composição familiar, sociedade camponesaResumo
Utilizando dados empíricos recolhidos, entre 1978 e 1982, em duas freguesias do concelho de Ponte da Barca, o autor estuda a relação entre a casa e a família no Alto Minho rural. A composição familiar dos fogos de duas freguesias rurais em 1979-80 é relacionada com o protótipo de subsistência como elemento básico da visão do mundo camponesa. Os fogos são divididos em três tipos: os fogos chefiados por pessoas solteiras, as casas compostas por famílias nucleares e as casas compostas por famílias extensas. Esta variação é explicada por referência a uma lógica estratégica de maximização da presença na sociedade camponesa, nomeadamente associada à posse da terra. O autor conclui que a concepção de casa implícita no protótipo de subsistência - concepção que determina a lógica estratégica de composição familiar dos fogos - sobreviveu, no essencial, às mudanças socioculturais das últimas duas décadas.

