A morte na antropologia social: três livros recentes
Celebrations of Death: The Anthropology of Mortuary Ritual, de Richard Huntington e Peter Metcalf; Mortality and Immortality: The anthropology and archaeology of death, de S. C. Humphreys e Helen King; Death and the Regeneration of Life, de Maurice Bloch e Jonathan Parry (orgs.)
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198481.09Palavras-chave:
morte nas ciências sociais, historiografia, antropologia socialResumo
Embora a antropologia social e a arqueologia nunca tenham deixado de tratar o tema, é na historiografia que se deve encontrar o ímpeto para o renovado interesse pelo estudo da morte nas ciências sociais. Foram sobretudo as obras de Philippe Ariès e também de Michel Vovelle que funcionaram como catalisadores deste novo interesse manifestado tanto pela história como pelas outras ciências sociais. Recuperando, todavia, uma tradição forte que remonta a Frazer e que tem em trabalhos de Robert Hertz os grandes clássicos da literatura antropológica sobre a morte, as obras analisadas nesta nota podem ser vistas como uma resposta antropológica a toda esta onda actual de interesse pelo tema.

