Os tipógrafos e o despontar da contratação colectiva em Portugal (I)

Autores

  • José Barreto Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.198166.04

Palavras-chave:

contratação colectiva, Portugal, 1834 a 1904, tipógrafos, movimento sindical português, indústria tipográfica

Resumo

Em artigo anterior, servindo de introdução ao presente (ver Análise Social, n.° 64), o autor estabeleceu sucintamente as origens da instituição contratual na Europa, discutindo em seguida a reivindicada introdução do contrato colectivo em Portugal pelo regime corporativo de Salazar. No presente trabalho, cuja primeira parte abrange o período compreendido entre 1834 e 1904, o autor historia o processo de formação e implantação da contratação colectiva no nosso país, centrando o seu estudo sobre a actuação dos tipógrafos, que nesse domínio desenvolveram uma actividade pioneira em Portugal. A exposição procura também fazer ressaltar a influência proeminente que elementos da classe dos tipógrafos exerceram durante muito tempo no meio operário e no movimento sindical portugueses, contrastando decerto com o pequeno peso da indústria tipográfica na economia e na composição do operariado, mas em curiosa concordância com o peso cultural e social da actividade produtora do livro e do jornal.

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Publicado

1981-06-30

Como Citar

Barreto, J. (1981). Os tipógrafos e o despontar da contratação colectiva em Portugal (I). Análise Social, 17(66), 253–291. https://doi.org/10.31447/AS00032573.198166.04

Edição

Secção

Artigos