Retratos da escravidão na mina de Morro Velho
DOI:
https://doi.org/10.31447/45431Palavras-chave:
Imperialismo, fotografia, representação, visão hieráquica, distinção socialResumo
Durante a atuação da empresa inglesa Saint John d’El Rey Mining Company em Minas Gerais, um enorme acervo fotográfico, que está disperso em diversas coleções, foi produzido para documentar atividades rotineiras e acontecimentos marcantes nas suas áreas de mineração. Considerando a fotografia como um instrumento capaz de produzir sentido social, do referido acervo foi utilizada uma amostra, recortada entre o final da escravidão e o início do pós-abolicionismo, que retrata africanos e seus descendentes em variadas situações. O conteúdo desse recorte, como será mostrado neste artigo, pode ser interpretado como uma representação que expressa ideologicamente a dominação dos países protagonistas do imperialismo europeu, como a Inglaterra (sede da citada empresa), sobre os povos por eles considerados inferiores, como os negros, na escala eurocêntrica civilizacional.
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