Sobre as federações de grémios da lavoura: breve resumo sobre o que fizeram e deixaram de fazer
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198064.03Palavras-chave:
organismos de coordenação económica, federações de grémios da lavoura, organização corporativa, sector primárioResumo
O presente artigo situa-se e deve ser lido na linha dos anteriores trabalhos do autor (ver Análise Social, n.os 56, 57 e 58) sobre a evolução dos organismos de coordenação económica ligados à lavoura. Primeiro, porque aborda um outro aspecto da mesma organização corporativa interessando o sector primário e pode, portanto, contribuir para a compreensão global do processo, ainda em curso, da sua extinção ou transformação. E, depois, mais precisamente, porque as federações de grémios da lavoura (que, ao contrário das juntas e dos institutos, já foram extintas) põem duas questões primordiais cuja análise a história daqueles organismos também já suscitou: a) A da estruturação das «forças vivas» a um nível já elevado (aqui o nível provincial ou regional) e dos critérios de representatividade a adoptar, implicando delicadas opções em matéria de repartição de funções e de relacionação com os poderes públicos. b) A das complexas origens e incerto destino do que o autor designa pelo nosso capitalismo de Estado e para-estatal, que em parte se formou em organismos corporativos ou pré-corporativos ideologicamente orientados pela ideia de autodirecção da economia e aos quais se prometera virem a ser inteiramente independentes do Estado. É no sentido de contribuir para o repensamento desta problemática que o presente artigo percorre a história em que se originaram os problemas actuais.
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