(In)justiça social na era da habitação financeirizada no Porto, Portugal: queixas dos residentes e implicações políticas
DOI:
https://doi.org/10.31447/45848Palavras-chave:
habitação, financeirização, instituições políticas locais, justiça distributiva, justiça processualResumo
A crescente financeirização da oferta habitacional está a agravar as desigualdades no acesso à habitação. Este artigo analisa preocupações relacionadas com a justiça habitacional expressas por residentes da cidade do Porto, registadas nas atas das reuniões públicas do Executivo da Câmara Municipal e das Assembleias Municipais. Os resultados da análise textual realizada com o iramuteq revelam preocupações tanto de justiça distributiva como processual: um desfasamento significativo entre o reconhecimento e a concretização do direito à habitação com base na necessidade, e práticas habitacionais especulativas e hostis impulsionadas pela financeirização.
A discussão aborda o papel das instituições políticas locais na garantia de uma habitação adequada e de práticas habitacionais justas, bem como os impactos psicossociais decorrentes do insucesso na prossecução destes objetivos.
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