Costumes estudantis de Coimbra no século XIX: tradição e conservação institucional
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197960.02Palavras-chave:
Universidade de Coimbra, praxe académica coimbrã, praxe, vida estudantil coimbrã, integração e conservação coimbrãResumo
Fazendo parte de um estudo mais vasto sobre as condições histórico-culturais da existência da Universidade de Coimbra nos finais do século XIX e sobre as suas funções sociais no que respeita à formação das classes dirigentes nessa época, o texto que se segue constitui uma introdução à análise - que posteriormente virá a ser apresentada - de certos costumes existentes, até há alguns anos, entre os estudantes de Coimbra, costumes cuja designação global e corrente é a de praxe académica coimbrã. O que aqui se tenta é um primeiro passo no sentido da clarificação do objecto a analisar. Assim, o modo de proceder a essa clarificação consistiu, na Parte I deste texto, em estabelecer as significações comuns atribuíveis às práticas designadas pelo termo praxe. Deste modo foi possível avançar uma primeira fórmula que as define como práticas sociais recorrentes, fortemente codificadas, quase rituais. Indo um pouco mais longe, abordou-se um outro conjunto de elementos significativos, o qual remete para algumas das suas possíveis dimensões funcionais. Aqui, em conexão com conotações básicas bem claras, referentes às noções de tradição, originalidade institucional distintiva, avançou-se no sentido de apontar às praxes como algumas das suas funções específicas as de integração e conservação institucional. A Parte I termina enunciando o problema que, na Parte II, num percurso longo, se procurou abordar: o da emergência histórica (no caso particular de que se trata, o da vida estudantil coimbrã) de práticas - a Praxe - com as características que a definição construída articula.
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