Evolução do défice externo agrícola, particularmente no domínio alimentar, e suas causas
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197960.03Palavras-chave:
comércio externo agrícola, estagnação agrícola, défice comercial agrícola, PortugalResumo
Portugal foi até meados deste século um país basicamente agrícola, conhecido pelas exportações de produtos deste sector. No entanto, em período mais recente o comércio externo agrícola é deficitário e o abastecimento alimentar depende cada vez mais de importações, a ponto de se afirmar correntemente que o país «importa metade do que come». Neste artigo estuda-se a evolução do comércio externo agrícola, em particular o alimentar, concluindo-se quanto a este último que a nossa dependência externa, se bem que tenha vindo a crescer muito rapidamente nos últimos anos, é substancialmente inferior a 50%. Apontam-se, em seguida, as causas mais prováveis da estagnação agrícola que está na base do crescente défice comercial agrícola, discutindo-se ainda a hipótese de que o investimento líquido não tenha sido suficiente para substituir a mão-de-obra agrícola absorvida pela emigração e ainda proporcionar substancial aumento da produção.
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