Todos fomos de mais: introdução a ensaios sobre a topologia qualitativa do salazarismo
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197959.05Palavras-chave:
topologia qualitativa do salazarismo, natureza do salazarismoResumo
Situando-se na sequência de outros trabalhos de Augusto Joaquim vindos a lume no post 25 de Abril, este texto constitui a primeira parte da introdução a um conjunto de ensaios sobre o que o autor designa por topologia qualitativa do salazarismo. Considerado pelo autor como um estudo de natureza sociológica - o que levanta alguns problemas metodológicos e epistemológicos que não são, aliás, abordados no texto -, o presente artigo procura definir «a natureza do salazarismo». O autor entende, aliás, que o salazarismo se caracteriza por um desígnio respeitante a cada categoria de portugueses, de modo a torná-los peças operatórias da construção de um Portugal «durável e até aí nunca visto», capaz de resistir positivamente às exigências niveladoras da geo-época em que se inscreve.
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