Investimentos estrangeiros, política financeira e caminhos-de-ferro em Portugal na segunda metade do século XIX
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197958.02Palavras-chave:
construção dos caminhos-de-ferro, crescimento económico, 1876-1891Resumo
A construção dos caminhos-de-ferro em Portugal na segunda metade do século XIX está indissociavelmente ligada à dependência económica externa: dependência directa na constituição de empresas ou no seu financiamento através do défice estatal externo e uma forma mais subtil de dependência, que é o tipo de crescimento económico no qual a construção dos caminhos-de-ferro se insere e para o qual contribui. A autora empenhou-se numa pesquisa que pretende esclarecer o conjunto dos problemas ligados à construção dos caminhos-de-ferro. O estudo das formas de financiamento, da nacionalidade e dos grupos a que estavam ligados os empreiteiros representou a segunda fase de um trabalho cuja dificuldade inicial foi o destrinçar das diferentes entidades em presença e sua relação com o Estado. A terceira fase, a que corresponde precisamente este artigo, foi a da periodização caracterizando-se cada período a partir dos elementos anteriormente postos em evidência e reunindo um máximo de dados estatísticos publicados na época. Os limites cronológicos do artigo correspondem aos do trabalho de investigação, sendo apenas aflorado o importante período que se estende entre 1876 e 1891 e representa um considerável alargamento da rede, terminando-se com a maior crise sofrida pelas empresas e pela sociedade no seu todo.
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