Desenvolvimento capitalista e desenvolvimento regional
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197958.04Palavras-chave:
alargamento das funções do Estado, organização da iniciativa privada, planeamento regionalResumo
Este artigo constitui o capítulo inicial de um estudo sobre a formação e o funcionamento do sistema espacial de cinco concelhos alentejanos, estudo esse cujos restantes capítulos - «A Agricultura e o desenvolvimento regional» e «Análise demográfica e desenvolvimento regional» - serão em breve publicados pelo Centro de Estudos Geográficos, no âmbito dos resultados de uma investigação coordenada pelo Prof. Jorge Gaspar. O processo de desenvolvimento tem uma dimensão espacial. Desenvolvimento compreendido como introdução num sistema espacial de inovações que transformam a sua estrutura. Nesta perspectiva o presente texto analisa sucessivamente: a questão da reserva de trabalho e suas implicações no ritmo de transferência do stock de mão-de-obra do sector tradicional de subsistência para o sector urbano-industrial; a transformação das relações entre a indústria e a agricultura operada pelo processo de industrialização e de urbanização; o aumento da tendência concentradora que por efeito das medidas institucionais gera custos marginais crescentes para a administração urbana. Na óptica dos autores do artigo o alargamento das funções do Estado, influindo na própria organização da iniciativa privada, numa tentativa para diminuir a frequência e a amplitude das crises capitalistas, deu novos rumos ao planeamento regional, o qual se apresenta fundamentalmente como uma intervenção sobre as contradições entre a reprodução do capital à escala nacional e à escala regional.
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