Sobre a evolução dos organismos de coordenação económica ligados à lavoura (II)
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197957.04Palavras-chave:
organismos de coordenação económica, sector primário, Estado salazaristaResumo
Este artigo constitui o Capítulo IV de um estudo mais amplo, que começou a ser publicado no n.° 56 de Análise Social, sobre a trajectória histórica dos principais organismos de «coordenação económica» ligados ao sector primário da economia portuguesa e criados pelo Estado salazarista: concretamente, as Juntas Nacionais de Vinhos, das Frutas e dos Produtos Pecuários, os Institutos dos Cereais e do Azeite e Produtos Oleaginosos, e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. Neste capítulo, procura-se traçar um quadro descritivo da acção que tais organismos efectivamente desenvolveram e do lugar que foram ocupando na vida dos sectores por eles «coordenados». Começa-se por uma referência global aos seus «desvios» e à sua «degenerescência» no tempo de guerra (1939-45), os quais apenas parcialmente vieram a ser corrigidos e que, no fundo, lhes imprimiram carácter e lhes definiram a imagem pública. Nos capítulos a publicar no número seguinte desta revista fornecer-se-á uma descrição sintética da sua actividade em cada um dos cinco ramos estudados: vinho, fruta e produtos hortícolas, pecuária, azeite e produtos oleaginosos e cereais. Na conclusão, depois de se analisar a evolução ideológica e institucional registada entre 1936 e 1974, regressar-se-á ao problema de ordem geral, sugerindo-se algumas hipóteses de interpretação dos factos descritos e fazendo-se referência aos problemas e tendências posteriores à queda do regime salazarista.
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