Educação e trabalho capitalista: perspectiva histórica e ideias dominantes
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197957.06Palavras-chave:
relações entre educação e trabalho, sistema educativo, divisão social do trabalho, modo de produção capitalistaResumo
Nesta nota, o autor levanta alguns problemas relativos ao estudo das relações entre a educação e o trabalho. Defende a tese de que a análise da natureza dessas relações não pode ser correctamente compreendida considerando a educação e o trabalho segundo duas histórias separadas. De facto, o sistema educativo está em estreita correspondência com as estruturas e a divisão social do trabalho, no modo de produção capitalista. Deste modo, a educação garante a reprodução deste último, através da preparação dos indivíduos para o processo produtivo, transmitindo-lhes os valores, as normas e as formas de comportamento requeridos pelos empregadores. Todavia, a educação possui um certo grau de dinâmica independente, capaz de originar algumas contradições (exemplo: sobre-educação e desemprego de licenciados) e provocar, assim, disfunções relativamente ao processo produtivo. Esta perspectiva pode ser encarada como suscitando a necessidade objectiva de uma abordagem dialéctica das relações entre educação e trabalho, cujas linhas gerais o autor esboça. Além disso, o autor descreve duas correntes dominantes, com respeito ao quadro conceptual acima mencionado: Dewey e a teoria do progresso social e a teoria da eficiência social (Inkels).
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