Práticas de acção operária e formas organizativas na Lisnave
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197751.03Palavras-chave:
Lisnave, conflito social, 1974, movimento de greveResumo
Este texto faz parte de um trabalho mais vasto (que dará lugar à publicação de outros artigos em Análise Social) acerca do conflito social na Lisnave, a maior concentração operária na principal cintura industrial portuguesa: a de Lisboa. Aquele trabalho, que é colectivo, abrange o período que vai de Abril de 1974 a Julho de 1975 e engloba: a) uma descrição dos principais aspectos económicos, financeiros e sociais da empresa; b) uma análise dos temas reivindicativos operários e da sua articulação com o movimento desenvolvido na cintura industrial de Lisboa; c) uma análise das práticas de acção e das formas organizativas operárias. O texto agora publicado contém apenas uma parte desta última análise, abarcando somente o período que decorreu entre Abril e Agosto de 1974 (ou seja: a greve de Maio desse ano e o período pós-greve que imediatamente lhe sucedeu). A autora examina, por um lado, o modo como se foram estruturando e organizando as relações dentro do conjunto dos trabalhadores e, por outro, o tipo de oposição que se desenvolveu e concretizou na relação entre os trabalhadores e o adversário patronal. Numa primeira parte, intitulada «Entre a ruptura e a negociação: a greve de Maio de 1974», são sucessivamente analisados o estado de conflito na Lisnave antes de 25 de Abril de 1974, o desencadeamento do movimento de greve e o desenvolvimento e termo de greve. Numa segunda parte - «A Lisnave após a greve: a organização em comissões e a institucionalização do conflito» - são temas abordados o comportamento patronal, a organização e as orientações do grupo operário e as orientações do grupo dos gestores.
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