Modalidades de tecnologia importada em Portugal

Autores

  • José Manuel Rolo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.197647.01

Palavras-chave:

política tecnológica nacional, empresas portuguesas, tecnologia importada

Resumo

Os importadores nacionais de tecnologia necessitam, por motivos que s´ão especificados neste artigo, de ser enquadrados por uma política tecnológica nacional susceptível de impor as escolhas mais correctas do ponto de vista económico interno, em consonância com a prossecução dos objectivos mais gerais da autonomia (relativa) nacional. A tecnologia importada por empresas portuguesas depois da segunda guerra mundial, sobretudo a partir de 1960, não foge aos padrões tradicionais que o fenómeno tem apresentado na generalidade dos países subdesenvolvidos onde um processo de industrialização está em curso. Contudo, em Portugal, a ausência de uma política tecnológica activa contribuiu para uma importação de tecnologia que, conforme se demonstra neste texto, só com muitas reservas, mesmo em termos de vantagens imediatas, se pode considerar positiva. Não se contesta que tal importação tenha trazido vantagens pontuais e circunscritas ao arranque e ao normal funcionamento de determinados empreendimentos industriais. O que se pretende sublinhar é que, tendo embora sido um factor de crescimento de parcelas importantes das actividades produtivas, a natureza intrínseca da tecnologia importada e a forma como foi contratualmente adquirida impediram que ela se transformasse num núcleo importante de desenvolvimento, como seria mais provável que acontecesse se a sua aquisição obedecesse a regras de política que, por exemplo, privilegiassem mais a capacidade difusora de tecnologia adquirida do que a sua simples rendibilidade a curto prazo. A análise de 326 contratos de tecnologia importada em Portugal serve de base às ideias expendidas neste artigo.

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Publicado

1976-09-30

Como Citar

Rolo, J. M. (1976). Modalidades de tecnologia importada em Portugal. Análise Social, 12(47), 541–561. https://doi.org/10.31447/AS00032573.197647.01

Edição

Secção

Artigos