A 1ª Internacional na história do movimento operário europeu
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197544.08Palavras-chave:
Primeira Internacional, movimento operário europeu, luta sindical, luta políticaResumo
A história da Primeira Internacional é inseparável da história do movimento operário, nos diferentes países europeus, no começo da segunda metade do século XIX. Por sua vez, a história, em aparência autónoma, do movimento operário não tem nenhum sentido senão em relação com a história do desenvolvimento do capitalismo. Tendo em conta estas interdependências, procura-se seguir, embora apenas em traços muito gerais, o movimento histórico da tendência política e ideológica que se desenhou nas actividades da Primeira Internacional e que se tornou dominante, até aos nossos dias, nos partidos comunistas no poder ou na oposição. Três características principais caracterizam inicialmente essa tendência: pela primeira vez na história do movimento operário, a luta sindical foi claramente definida como indissociável da luta política; pela primeira vez também, uma forma de organização política operária ultrapassou o espírito de «seita» e preparou o advento do «partido»; pela primeira vez, enfim, se deu a passagem, no plano da ideologia política, da ideia de «nação» para a consciência da «classe». Dissolvida em 1876, não por erro táctico de Marx, mas por necessidade determinada pelas divisões internas do movimento operário à escala europeia, a Primeira Internacional veio afinal a sobreviver até hoje como tendência política e ideológica.
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