Moderados e radicais na I República: da conciliação ao terror (Outubro de 1910-Agosto de 1911)
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197542.03Palavras-chave:
Carbonária Portuguesa, Partido Republicano Português, I República, moderados e radicaisResumo
Afirmar o poder do Estado contra a Carbonária Portuguesa, que, depois de ter desempenhado o papel decisivo na revolução, se queria manter como guia supremo das autoridades do Estado e do Partido Republicano Português, era o único traço de união das duas facções - a «moderada» e a «radical» (jacobina) - que compunham o Governo provisório da I República. Mas, quatro meses após a revolução, a Carbonária desapareceu já, pelo menos nos grandes centros urbanos, como poder político real, substituída, enquanto organização popular de base, por uma emanação do Partido: os «batalhões de voluntários». A partir daí, o conflito entre os «moderados», que viam a revolução como «a ascensão política e económica das classes médias», e os «radicais», que pretendiam uma República igualitária e «democrática», desenvolveu-se abertamente. A estratégia dos «radicais» (inicialmente em posição mais fraca), utilizando o «anticlericalismo» e a violência popular, acabou por colocar os «moderados» numa situação de impotência política, mas, ao mesmo tempo, impediu a máquina constitucional da República de funcionar em condições minimamente satisfatórias.
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