Cooperação económica para o desenvolvimento recíproco
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197541.01Palavras-chave:
relações económicas internacionais, cooperação internacional, relações de solidariedadeResumo
Antes da recente agudização das tensões inerentes ao sistema capitalista internacional, eram temas dominantes da chamada cooperação económica mundial a reforma do sistema monetário internacional, a estabilização na expansão do comércio dos produtos de base, o controle da actividade das multinacionais, a cooperação para a difusão do progresso científico e tecnológico. Todavia, a prática das relações económicas internacionais, longe de exprimir cooperação para o desenvolvimento recíproco das diversas nações, exprime-se em desenvolvimento de uns países mercê do crescente subdesenvolvimento de outros. A conjuntura recente, tornando mais flagrante a necessidade de novas solidariedades, sobretudo dos países em vias de desenvolvimento, trouxe por isso ao primeiro plano novas questões: os meios e fins respeitantes à utilização das receitas adicionais dos países da O.P.E.P.; os esquemas de cooperação apropriados à situação dos países em vias de desenvolvimento não exportadores de petróleo e afectados pelo encarecimento dos produtos alimentares; as formas de cooperação e estratégias relativas ao conjunto dos países do «centro» e da «periferia» quanto à superação da actual crise internacional; as estratégias nacionais de desenvolvimento, quer no «centro», quer na «periferia», em função do novo contexto da economia mundial. Trata-se, em suma, como Portugal está fazendo, de procurar formas de cooperação internacional compatíveis com a autonomização, no âmbito de relações de solidariedade para o desenvolvimento recíproco, de projectos nacionais livremente escolhidos pelos povos.
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