O operário emigrante português na sociedade industrial capitalista
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197541.04Palavras-chave:
emigrantes portugueses, adaptação, trabalho industrialResumo
A «satisfação» no trabalho industrial do emigrante português, nas sociedades capitalistas da Europa, é função da sua «adaptação» a essas mesmas sociedades. «Adaptação» que é difícil, por vezes mesmo impossível, dada a sua situação de «marginalidade social», que tende frequentemente a relegá-lo para verdadeiros guetos portugueses. É-se, porém, levado a crer que a situação será diferente para os mais jovens, em especial para os que constituem a «segunda geração». A passagem destes duma atitude de passividade para uma activa «identificação operária» poderá melhorar notoriamente o seu processo de «adaptação», tornando-os emigrados definitivos, plenamente participantes na vida social e nas lutas de classes dos países onde se estabeleceram.
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