Os limites e a ambiguidade: o movimento operário português perante a guerra de 1914-1918

Autores

  • César Oliveira Gabinete de Investigações Sociais

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.197340.03

Palavras-chave:

movimento operário português, 1914-18, classes trabalhadoras, composição social

Resumo

As hesitações, a ambiguidade táctica, a descoordenação das actuações, uma certa permeabilidade à demagogia, a forma «explosiva» de algumas acções caracterizaram em larga medida, no período de 1914-18, o movimento operário português, cuja eficácia ficou desse modo sujeita a fortes limites. Particularmente significativas foram as tréguas concedidas pela União Operária Nacional à ditadura de Sidónio Pais durante os seus dois primeiros meses, o que lhe permitiu consolidar-se e resultou da incompreensão, pelo movimento operário, das «contradições» políticas entre as diversas «fracções» das classes dominantes. Estas características do movimento operário só podem ser correctamente interpretadas em função das estruturas socieconómicas portuguesas dessa época, as quais determinavam, nomeadamente, uma grande heterogeneidade da composição social das classes trabalhadoras. No interior destas, os operários que trabalhavam em empresas com mais de 10 assalariados não chegavam, aliás, a constituir 20% dos trabalhadores «industriais».

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Publicado

1973-12-31

Como Citar

Oliveira, C. (1973). Os limites e a ambiguidade: o movimento operário português perante a guerra de 1914-1918. Análise Social, 10(40), 679–702. https://doi.org/10.31447/AS00032573.197340.03

Edição

Secção

Estudos e Debates